
O Lugar do Corgo podia ser mais um de tantos blogs...e é. Ou se calhar não, é pior. Sei lá, pode ser o que quiserem, who cares??
sexta-feira, julho 28, 2006
Já que estamos numa de cinema...

Charlie e a fábrica de chocolate

Já havia ficado a ideia desde o fantástico Big Fish, mas de Tim Burton, para além das imagens, da criatividade, da banda sonora (Danny Elfman em grande, como sempre), das ideias ou da imaginação, o que realmente salta à vista é aquela extraordinária maneira de contar histórias, como se de um conto da vida se tratasse. Simplesmente excelente.
domingo, julho 16, 2006
All mine

quarta-feira, julho 12, 2006
Melancolia?

Perguntava eu a recente amiga de smiles incontáveis e "super poderes".
A resposta saiu indefinida, como que a medo, mas percebi claramente que era um sim. Porque só daquela forma fazia sentido. Porque só assim se justificava aquele bucolismo, aquela tristeza que emanava de bons momentos passados…
Terei acabado o dia de hoje melancólico?
Houve uma manhã de pasmaceira e um início de tarde quente, sufocante, daqueles que empurra o corpo para uma inoportuna inércia. Houve depois conversa com alguém respeitável. De homem para aprendiz de homem, ou de dois simples seres que buscam o âmago da vida como objectivo uno de uma existência. [também eu quero um dia ir ao México ver os templos Aztecas] Aprendi, aprendo sempre. Como absorver verdades que tolhem sob o signo da frieza, como ser realista em mundo de subterfúgios, como ver a vida em ciência…ou simples caminho predestinado.
Pensei que depois fosse ter uma boa notícia. Saiu uma desilusão.
Vieste então tu com encantos de anjo, aquele olhar vivo que me fez apaixonar, uma saia redonda da cor da lua…Um cenário ameno, um jantar de modos simples, o prazer de uma verdadeira companhia…Portishead, um filme ligeiro, não, jamais te trataria como aquele palhaço, aperto-te a mão com mais força, apetecia-me dizer ao mundo o quanto era bom estar ao teu lado, o quanto me parecias bela naquela noite…
[Sabes, hoje coloquei a tua fotografia mais bonita no pass-partout que me deste]
Corro para casa, amargurado por esse peso que me amordaçava, na esperança de que o papel me aconselhasse nessa missão tardia…
Há um animal prostrado à porta de minha casa. O seu olhar, por si só, faz-me cair por terra. Uma cruel impotência que me curva enquanto o arrasto.
Pensei que realmente não era forte. Talvez demasiado sensível. Ou talvez fraco demais por não ser capaz de lhe minorar o sofrimento. E de repente lembro-me da conversa, da desilusão, sobravas tu, linda, mas havia um cão a morrer à minha porta e eu que faço, aquele projecto que não vinga, e agora, um destino ao meu lado que não posso alterar, não será demais?
Não, amiga…desculpa, hoje é mesmo tristeza. Mas amanhã será diferente, quanto mais não seja porque eu acredito que temos um coração de oiro e este mundo foi feito para nos sorrir, eu prometo :)
De outra maneira, como explicavas os anjos?
segunda-feira, julho 10, 2006
Os 4 magníficos

Reed Richards tem a capacidade de se esticar de tal forma que parece elástico; Ben Grimm possui força tão brutal que se diz ser como pedra; Sue Storm consegue ficar invisível quando quer e lhe apetece; Johnny Storm tem o poder de colocar o seu corpo em chamas a temperaturas normais… São super poderes que dão a estes tipos a capacidade de serem super heróis, defendendo o mundo dos vilões. E que até dão sempre jeito na cozinha ou mesmo para engatar miúdas.
Mas por muitos poderes ou imagem que possuam, aos Fantastic Four falta o espírito. Faltam as piadas malucas, a cultura do cartoon, as gargalhadas incontroláveis ou a animação constante. Não têm juristas, catahs, estrunfes ou aluadas…Não jantam em casas do século passado, não vêm charretes na baixa da invicta, não tomam café em sítios in, não dançam em espaços exíguos como se não houvesse amanhã e, coitados, sabem lá os desgraçados o que são matraquilhos…
quarta-feira, julho 05, 2006
Um dia no centro de saúde
Hoje deu-me uma maluqueira na cabeça e deu-me para ir ao centro de saúde secar 3 horitas. Entre outras actividades de inegável interesse tais como ouvir mp3, coçar o ombro esquerdo ou bater suavemente com a cabeça na parede, dei por mim a deparar nessa fantástica personagem das nossas instituições públicas em geral e centros de saúde em particular, que é a MQMN, ou melhor, a “Mulherzinha Que Mete Nojo”.Pois bem, para quem não sabe, a MQMN é uma personagem que se move com sagacidade na sala de espera do centro de saúde, utilizando a sua perspicácia para notar, e fazer notar, as agruras (:p) e disfunções (raríssimas, por sinal) do nosso SNS. Mas não satisfeita, a MQMN insiste não só em apenas notar, mas sim em vincar alto e bom som, junto de todos os utentes que a circundam, os motivos da sua tristeza, promovendo um clima de terror único que faz corar o mais corajoso dos indivíduos.
Desta forma, é comum ouvir-se a MQMN exclamar expressões como “Olhe lá, já passou a sua vez, já estão 8 à sua frente” ou “Agora esqueça, já só dá às 5 da tarde, pode ir embora”. Escusado será dizer que o povo exulta com tal poder de observação. A contribuição deste espécime para o bem-estar de uma sala de espera é de valorizar, ultrapassando inclusive em termos de popularidade o PIBTN (Puto Irritante que Berra por Tudo e por Nada) ou mesmo a MINCEPIBTN (Mãe Irritante que Não Consegue Educar o Puto Irritante que Berra por Tudo e por Nada).
Recomendaria portanto desta forma a todos os centros de saúde a prescrição de uma MQMN, para promoção de uma atmosfera agradável entre os utentes na sala de espera, por norma enfadonhos ou simplesmente doentes, e que assim teriam um excelente motivo para sair da monotonia e delirar com as frases filosóficas deste ser.
Se precisarem de MQMN contactem, por cá parecem haver de sobra…
(registo obtido in loco no CS PNF)
segunda-feira, junho 26, 2006
Era ténue, por aquela hora, a linha do horizonte que surgia ao final do olhar, perdido em imagens de sossego, suaves contradições de um dia que tinha decidido nascer ao contrário. Há baús que existem para não serem abertos, mas cujo simples relance pela fechadura pode causar arrepios na espinha, ao jeito de quem mexe naquela peça de cerâmica com pó de anos, sagrado pela inviolabilidade que ostenta e invoca respeito. Lembrar era dor, desassossego, ramo seco de uma árvore que crescia agora com vigor nunca antes visto.
Afagou a almofada. Momentos há em que a alma nos foge, procuramo-la na dor, na voz, na solidão, no pensamento, mas tudo o que surge é um nada que não se explica, uma razão que tolhe, e sobramos nós… numa fragilidade imensa, uma exposição que empobrece, o fantasma que persegue, a ambição que se perde por um sopro…e o desabafo…porquê ser assim?
[…se há alguém que nos segue com tamanho rasto de beleza]
"Há uma espécie de prazer na lamentação, e maior do que aquilo que se pensa."
Marie Sévigné
domingo, junho 25, 2006
Sejamos preguiçosos :p

Tropecei nesta frase em revista de inegável qualidade, e registei com agrado a consistente crónica que se lhe seguia. Em sociedade maniqueísta em que o trabalho é elevado à mais suprema condição existencial, o ócio é encarado como inimigo indesejável, hediondo, estranhamente desassociado das coisas boas da vida. Um princípio que tardo a perceber. E com isso um retardamento na colagem ao ritmo da sociedade que por vezes chateia. É estúpido. Tudo faria mais sentido se fosse a sociedade a colar-se a nós...
É domingo. Portugal joga. Alguns pobres desgraçados gastam os últimos trocos na camisola da selecção só para não destoarem da ridícula onda tuga que só aparece nesta altura. Por favor não me saturem de futebol. Eu que tanto aprecio o desporto pelo aquilo que ele é, que representa, pelas fintas, pelos golos, pelo espectáculo que proporciona. Porque pura e simplesmente não quero chegar a casa, depois das emoções daquele grande jogo que mesmo agora acabou, e gramar pela enésima vez as respostas monocórdicas do 3.º guarda-redes ou do treinador-adjunto. Ou os directos das sardinhadas. Ou a entrevista ao primo do sobrinho do defesa-direito. Ou o Cristiano a dar toques com umas meias...tenham dó…
Por falar nisso, viram o golo do Maxi?
Confirmei as expectativas. Uma Suécia que fica por onde tem ficado, uma Alemanha multi-dinâmica (que espectáculo a combinação Klose-Podolski), uma Argentina que me surpreende por não conseguir desmontar mais cedo a teia mexicana, mas que acaba por usufruir também ela do talento de uma das suas muitas estrelas.
Na 3.ª jornada um Brasil algo mais solto, com um pançudo que para mim não jogaria, mas que importa, que marca e põe o povo feliz (mas será que qualquer um outro no seu lugar não marcaria também, se calhar ainda mais golos, com superior entreajuda no jogo de equipa?), uma Itália que ganha força (já só parará nas meias ou até na final), uma República Checa que confirma a falta de Koller…Ah, e um árbitro que mostra 3 amarelos... Isto nem no Rio-de-Moinhos...
Portugal jogou bem uma parte. Muito bem, aliás. Depois (re)demonstrou insegurança defensiva, mas acaba por ganhar. Tal e qual como as grandes equipas o fazem.
De resto, pensa-se… Para quê, alguém me explica?
terça-feira, junho 20, 2006
Vamos lá falar de bola… (se o Marcelo pode, porque não posso eu também?)

Um mundial de futebol é um acontecimento grandioso. Todo o mundo desportivo pára e fazem-se directos anedóticos, toda a gente comenta e toda a gente é portuguesa, porque durante o resto do ano não sabemos que temos uma bandeira verde e vermelha ou vivemos todos nas Antilhas...
Adiante. Por entre os resumos da rtp, os (infelizmente poucos) jogos da sic, ou os pixels do “tvu” tenho conseguido acompanhar razoavelmente os jogos, com principal destaque, claro está, para a nossa selecção e (outros??) teóricos candidatos à vitória final.
Desde logo o jogo de abertura como prenúncio, este teria de ser um bom mundial. O fantástico golo de Lahm, aos cinco minutos de um desafio imprevisivelmente aberto e emocionante, como que a adivinhar aquela que para mim tem sido a marca mais inexorável deste mundial, a surpreendente frequência de grandes golos. Frings, à bomba, ainda antes do final do jogo, confirmá-lo-ia com clareza.
Agora a análise. Concluída que está a 2.ª jornada, permitam-me destacar meia dúzia de pontos (ou equipas, ou jogadores, ou qualquer coisa relacionada). Desde logo essa equipa da casa, em tempos crónica devoradora de mundiais, hoje arrojada aposta de renovação pessoal de Klinsmann, com futebol menos geométrico e mais embelezado, com dinâmica de gente nova mas sem a tradicional frieza e eficácia germânicas. Espectacular Lahm, um jovem defesa-esquerdo (ou será extremo?) de grande acutilância, muito bom também Podolsky ou Schweinsteiger, representando o que de melhor o futebol germânico tem produzido nos últimos anos. Mas o grande trunfo de outrora já não existe. Apesar de o 12.º jogador ser mais valia, já não se pode dizer “são 11 contra 11 e a Alemanha ganha no fim”.
A Inglaterra surge consistente. Sempre duvidei da capacidade desta selecção sem a imprevisibilidade de Rooney, mas como a câmara de O2 parece ter feito um pequeno milagre, parece-me que teremos que contar com estes srs pelo menos ate aos quartos. Não encontro melhor equipa a defender (Terry, Rio, Cole…, ainda por cima tão bem “oleados”), e quem tem Lampard ou Gerrard para a meia distância pode dar-se ao luxo de meter estacas lá na frente que qualquer coisa se arranja sempre…
A Suécia desilude. Ibrahimovic paga o preço da fama e os golos falhados também, a forma sofrida com que arrancou os 4 pontos não me deixa grande esperança para alem dos oitavos.
A Holanda tem bons jogadores. Sempre teve. Mais uma aposta arrojada de um jovem treinador, Van Basten, com um cunho bem marcado de ataque rápido e aposta decisiva no talento dos dois alas, Robben e Van Persie. Mas há um problema chamado meio campo. Cocu, Sneijer ou V.Bommel não são grandes recuperadores e têm excessiva tendência a recuar, deixando demasiado espaço entre linhas. Robben está em grande forma (quiçá o jogador individualmente mais em destaque até agora), V. Persie tem coadjuvado, mas a questão é simples, se a bola não lhes chega não parecem haver alternativas, e Van Nistelrooy assim parece não existir. A Costa do Marfim comprovou-o, abrindo auto-estradas pela zona central e encostando os laranjas à parede na parte final. Espero que os tugas os apanhem nos oitavos, teríamos excelentes hipóteses.
A Argentina…é a Argentina. Sempre adorei a forma de jogar desta selecção, por isso sou suspeito, e só tenho mesmo pena de não poder ter visto todo o jogo contra a Servia. Não nos esqueçamos que os ex-jugoslavos só tinham sofrido um golo na fase de qualificação. O golo de Cambiasso é de antologia, a cueca de Tevez ou o talento de Messi pura magia. E estes ficam no banco. Não nos esqueçamos que a Argentina, ao contrario do Brasil por exemplo (a comparação é inevitável), tem um verdadeiro carrossel, de jogadores quase todos ambientados às exigências do futebol europeu. Se não acusarem a pressão de Maradona’s ou companhia limitada, são, para felicidade minha, fortíssimos candidatos à vitória.
O Brasil tem jogado mal, toda a gente tem visto. Mas tem 6 pontos e a qualificação garantida. E tem Ronaldinho. E tem Adriano. E um Ronaldo pançudo, é verdade (alguém explica ao Parreira que jogar com 10 dá vantagem ao adversário?). Mas tem Kaká, e a andar de mota. E tem um Emerson muito preso…Mas tem um Zé Roberto todo o terreno. E até um Robinho que quando entra mexe com tudo. E mais Roberto, Juninho, Fred, Ricardinho…Enfim, da defesa não falo, parece sempre uma ninharia comparada com o ataque. Da táctica também não vale a pena falar, aquelas alas são avenidas para o adversário atacar, então se os médios centro vêm compensar abrem-se mais umas ruelas ao meio, hajam equipas que o explorem…Mas que importa tudo isto, se basta meio metro de espaço e há golo? O Brasil continua a ser, para mim, por isso mesmo, o principal favorito. Não importa se não é equipa, é “jogadores” e isso basta. A equipa virá porventura com a motivação de um jogo verdadeiramente grande, e se aparecer…
A França não existe. Desde que Coupet fugiu do estágio nos Alpes. E mesmo que existisse, não o merecia. Porque não se pode insistir na 3ª idade e deixar Trezeguet constantemente no banco.
A República Checa prometeu. E muito. Com um Rosicky soberbo, ou um Nedved, Koller, Poborsky, velhos conhecidos numa equipa há muito (bem) construída. O problema é o resto. Não há alternativas credíveis à inegável qualidade destes jogadores e isso paga-se. Espero com atenção para ver o 3º jogo.
O Gana surge como a mais agradável surpresa. Sempre apostei na Costa do Marfim como equipa africana a vingar, mas o tal grupo da morte (que afinal não o era) mais a desilusão Drogba deitaram tudo a perder. O Gana de Essien e Appiah (grandíssimos centro campistas) fez a partida da sua história contra a Rep. Checa, mas não confio muito que o elan permaneça, tanto mais que neste tipo de equipas o talento surge muitas vezes associado à ingenuidade.
À Itália faltará porventura o que Scolari constrói com Portugal, que é o grupo. Todos os anos vejo N de jogadores novos a entrar no grupo (ninguém duvida da sua qualidade, é um facto), mas nada de novo a evoluir. É crónica candidata, sempre, mas não está desta vez tão forte, parece óbvio. Apesar disso, parece-me ser das poucas equipas que poderia surpreender o Brasil. E a partir daí a motivação também seria outra… A ver vamos o que nos reserva esta última jornada com esse interessantíssimo Rep. Checa-Itália.
A Espanha tem mostrado o futebol mais entusiasmante. Contra uma Ucrânia tenrinha saltou-me à vista o sentido posicional e a excelente capacidade de troca de bola do meio campo (quem diria que Senna ficaria tão bem de vermelho). Que Villa é um dos jogadores espanhóis do momento já o sabia, que Torres tem tudo para ser um dos melhores do mundo também já, que esta equipa o consiga demonstrar numa fase final isso já é novidade. Pelo menos desta vez parece mais candidata. A reviravolta contra a Tunísia deu a moral que se precisava e restituiu Raul. E com bom futebol, o que é de louvar.
Para finalizar a nossa selecção. Não esperava grande coisa, confesso, principalmente pela estupidez e teimosia exacerbadas de Scolari, mas é inegável a mais valia do “clube” que o sargentão criou para este tipo de competições. Para além disso as outras equipas do grupo, sejamos honestos, são relativamente fracas quando comparadas com outras que se vêm por aí. Daí que contra Angola a vitória, embora sem brilho, tenha sido perfeitamente normal e não tenha aumentado minimamente o meu entusiasmo.
Mas contra o Irão a história foi diferente. Esta equipa, ao contrário de Zé Calanga e companhia, pode ser realmente chata, e só um Portugal a um bom nível a podia ter ultrapassado.
Reentusiasmei-me. Surpreende-me o óptimo momento de Figo (e que jeito nos dá), a frescura física de Nuno Valente ou Costinha (sim, porque o resto nunca esteve em causa). Junte-se o regresso do dinamismo dos dois toques de Maniche, a acutilância de Miguel ou a magia de Deco (ainda que a meio gás) e temos selecção. Só me assusta a lentidão e falta de entrosamento de Meira (que foi aquilo no lance de Ashemian?) ou as criancices de Cristiano. Se não estiver sempre excitado por mostrar novas fintas à Merche é de facto um dos melhores do mundo, mas parece-me que o golo o tranquilizou. Espero que sim, bem como espero que Pauleta consiga entrar no ritmo, ele que estranhamente parece andar ao contrário do resto da equipa, quando joga bem os companheiros não correspondem, quando a máquina está bem oleada o ciclone nem uma rajada mostra…
Enfim, espero que venha a Holanda. Aí teremos boas hipóteses de cumprir o objectivo de fazer jus ao ranking. Mas desenganem-se, não somos candidatos…
De resto que o bom futebol e os grandes golos permaneçam. Há quem se queixe da falta de surpresas até ao momento, mas vejamos as coisas pelo lado positivo, isto permitirá excelentes emparelhamentos para as eliminatórias. E com isto calo-me, nunca fiz um post tão grande eheh...

Uma palavra para ti…
Procuro desenfreadamente as palavras certas, mas em vão…Sinto que tudo o que possa dizer sobre ti soa a inócuo perante tamanha demonstração de graciosidade. Perdoa-me se me deixo levar, perdoa-me pela inábil subtileza com que deixo escorrer os sentimentos, mas lembra-te que há ensinamentos só possíveis de apreender nestas curvas sinuosas da vida…
As palavras são antigas, mas continuam a fazer todo o sentido. Há ensinamentos que busco a cada dia que passa, e que sem a tua ajuda me seria impossível alcançar. Desculpa-me se complico, desculpa-me se penso, mas lembra-te que aprendo, e com isso vejo o teu sorriso cada vez com mais luz...
[viste como foste capaz de mudar a minha disposição?]
Tens toda a razão…Para saber amar há que aprender a estar sozinho…
PS.: desculpa as imperfeições do desenho, talvez seja eu isto mesmo…Imperfeito mas dedicado :)
domingo, junho 18, 2006
Love Show
I'm gonna tell you the future
I see you, living happily
With somebody who really suits ya
Someone like me
Stand still. Breath in
Are you listening?
You don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you
Stand still. Breath in
Are you listening?
You don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
Maybe truth, maybe lies
Made me want you
Maybe dumb, maybe wise...? I don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
You don't know
Somebody's hurting. Holding it all in
Somebody can't let go of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
Love show
Letting your love show
Skye - Love show
sábado, junho 10, 2006
Ponto da situação

Ponto da situação…
Ou a simples crónica de quem vê com prazer o escapar das palavras…
Boa onda a noite de ontem. Os finos do coffee, os killers, o toque do nokia da bolsinha, filosofias de quem está em grande nível, aquele elan sempre presente de Valadares, o sonho dos BMW’s e dos cifrões arredondados…
E por falar nisso…
Houve há dias tarde de sonho, com tonalidades esbatidas num céu de luz poente, em cenário de areias doces, velas de fino retoque ou poemas espalhados pelas paredes… O riso que surge como saudável hábito, um livro que se esconde com mestria, um smile de pimenta :) ou o crepe de chocolate que emudece, um mundo para além do desenho animado que se compartilha ao som de uma gargalhada…
(lembrei-me do quanto eras bonita…)
As banalidades sucedem-se depois ao seu fiel ritmo rotineiro.
Sonho também, mas a dormiscar, que acordo e ouço finalmente a minha avó a chamar por mim como se o presente não fosse nada… Antes não estivesse a dormir.
Acordo hoje desatinado (começo a acreditar que as minhas noites de sono contêm histórias que nem eu próprio deslindo…). Um jogo de futebol, o reencontro com os rapazes do futebol, aqueles mesmo, que só reconheço nas tardes de sábado, a risota e o golo de calcanhar…
E por falar nisso, viram o golo do Frings? E os anedóticos directos da Alemanha? eheh, esse é que é o meu mundial...
Mais banalidades… Leio mas sinto-me incapaz de seguir o método. Prefiro testar certas teorias:
“O espírito diz coisas deveras belas, mas só faz banalidades.”
Denis Diderot
PS.: Segue-se o tradicional sábado à noite. Sim, mais um sábado à noite…
domingo, junho 04, 2006
Um dia passado...

Continuei o dia a pensar em profissionalismo. Em trocar gesto de lazer por trabalho fortuito, mas surpreendentemente proveitoso. Na tranquilidade de um futuro estável. Depois a tristeza… Do quanto custa sentirmo-nos incapazes de alterar o futuro de alguém próximo, ou mais que isso, um presente que incomoda. Do quanto custa enfrentar os nossos próprios medos, do quanto às vezes a vontade não chega se estes insistem em importunar. E mais uma vez o lembrete… Não se pode ser assim tão bom…
À tarde a ansiedade. Perfeitamente escusada.
Uma rotina de algum tempo, os miúdos a correrem na poeira de Verão, um jogo interrompido pela ambulância do INEM, uma imagem que choca, a fugaz derivação da mente pelo mundo das vocações, porque se o sou (deveria sê-lo?) não o sou o suficiente, se o não sou não faço sentido, se o ainda serei custa esperar…
Uma viagem com a mão à janela cortando o vento, ouvir na rádio o som da Bela Vista e um sorriso que surge…só de pensar que há alguém que eu quero sentir feliz…o esteja realmente…
Vem a noite. Há mais um jogo, mais uma viagem. Uma pequena desilusão entrecortada por reencontros felizes… Mais uma vez, porquê a ansiedade?
Ok, sempre valeu a pena vir cá, pelo menos há projectos que saem enriquecidos. Ouço piadas brejeiras, o mundo do gel e das minis que se engolem até cair.
Escapo-me, isto não é para mim.
Ouço a rádio, vejo a TV.
Mais conversas profissionais. O projecto é viável? Sim, claro, tem que ser, vai ser, não esqueçamos os BMW’s, os Porsches, a rede de clínicas, a conta recheada, o ministro da fisioterapia, né Dani?
Ouço exemplo feliz de romantismo. Confirma-se, ainda não sou suficientemente bom.
Acabo a escutar Red Hot como nunca. Com um sorriso de orelha a orelha que nem é preciso explicar.
É bom adormecer e pensar:
não sabes o bem que me fizeste…
sábado, junho 03, 2006
Mantenha-se...

Há reencontros, há o ânimo, o desânimo, o ressalto que nos atira para a frente desafiando medos passados, a evolução (sim, essa que insisto em trazer à tona), um meandro que divaga (e que acaba), uma ponta de satisfação, mas logo a saudade…
Há o sentido de altruísmo (tê-lo-ei aprendido contigo? Ou simples dissimulação de egoísmo mal curado?), a interrogação perene, a incerteza do futuro e um optimismo…Forma de vida, talvez, mas que importa, está lá, mantenham-no por favor, que às vezes a alma é demasiado pequena…
Mantenhas-te tu…
Há solidariedade (serei capaz de a interpretar? Não me ensinaste ainda essa parte, fica para depois do altruísmo, claro, já o devia saber), um telemóvel que falha e me deixa doido, porque senti por momentos esse laço azul interrompido e…
Há sacrifício, isso sim, porque a consciência o dita, e agora, mais do que nunca, mais do que tudo, mais do que o coração algum dia o tenha aconselhado, há alguém que o merece…
Mantenha-se a lua…porque ao contrário do que o povo diz por aí, a lua para mim nunca mente…
domingo, maio 28, 2006
Palma de Sta Rita...

Agora que este espaço de "escarrapachanço" da alma celebra o seu primeiro ano, torna-se engraçado olhar para trás no tempo e perceber como as coisas mudam, como o estado de espírito se altera, como a alma se engrandece e nos torna mais próximos um bocadinho daquilo que um dia imagináramos atingir…
E perceber que não se pode perder sempre…
Que os verdadeiros amigos estão lá para as ocasiões…
Que são as pequenas coisas que valem sempre a pena…
E perceber que há pessoas especiais…
...que nos tornam pessoas melhores
E perceber que há um bom motivo para sorrir ao acordar…
Perceber que há gestos que significarão sempre muito mais que o resultado
...Mas todo um mundo azul iluminado pela lua
...Que gira a cada passo teu…
E assim…
É oportuno relembrar uma flor…
E oportuno relembrar uma frase que continua a fazer todo o sentido…
“Uma flor pode não significar nada, uma palavra não significar muito, mas um gesto pode significar todo um mundo, e um sentimento…o Universo…”
Astolfo 06'
Happy Birthday...
quinta-feira, maio 25, 2006
Da Vinci Code, the movie

Com a devida autorização da respeitosa redacção do "Nós e o Mundo" (ou não), aqui fica a crónica do mais recente blockbuster do cinema mundial, o Código da Vinci...
O famoso simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) está em Paris para fazer uma palestra quando é chamado ao museu do Louvre onde o curador foi assassinado, deixando junto de si um misterioso rasto de símbolos e pistas.
Colocando em risco a sua própria sobrevivência, Langdon, ajudado pela criptologista da polícia francesa Sophie Neveu (Audrey Tautou), põe a descoberto uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou e que conduzem à descoberta de um mistério religioso, protegido por uma sociedade secreta durante mais de dois mil anos, mistério esse que abalará os pilares do Cristianismo.
Construída sobre esta linha, a narrativa desdobra-se entre a acção das aventuras de Langdon e Neveu e as teorias históricas acerca de temas como os Cavaleiros da Ordem dos Templários, o Santo Graal, o Priorado do Sião, a Opus Dei ou a suposta relação de Cristo com Maria Madalena, que tanto interesse e polémica causaram nos últimos anos.
A linguagem “cinematográfica” com que havia sido escrita a obra, fazia já adivinhar o aparecimento de um filme com orçamento milionário, e a Sony Pictures não fez por menos, contratando os serviços do oscarizado realizador Ron Howard (“Mente Brilhante”, “Apollo 13”), bem como do conceituado Tom Hanks (“Terminal”, “O Náufrago”) para protagonista, a par de Audrey Tautou (“O Fabuloso destino de Amélie”) ou Jean Reno (“Godzilla”, “Os Anjos do Apocalipse”), ambos certezas do cinema francês.
A complexidade da narrativa deixa a ideia de seria muito difícil, senão impossível, transpor todo o conteúdo do romance para duas horas e meia de película, mas mesmo assim, o filme deixa-nos boas sequências de acção e momentos interessantes. No entanto, a crítica não recebeu com grande entusiasmo a falta de criatividade de Howard, apelidando a adaptação de neutra e académica, e as personagens de corpos e presenças que só servem para desbobinar a intriga. Sobra-nos a sobriedade de Hanks e confirmação do talento de Tautou, bem como de Paul Bettany, o secundário que interpreta o monge albino Silas, porventura a personagem mais desconcertante do filme.
sábado, maio 20, 2006
Moon angel...

Havia uma magia espalhada pelo teu sorriso de menina, uma aura de harmonia ditada pelas notas da tua música, uma forma de viajar só ao alcance dos céus onde habitas…porque sim…
Reconheço um anjo não pelas asas que ostenta, mas sim pela forma como consegue voar…
segunda-feira, maio 08, 2006
As fitas...
Parabéns. Porque são estas pequenas coisas que nos tornam especiais :)
Ser poeta...
Ser poeta é…
Ser diferente.
É sonhar sem fronteiras,
Saltar muros de imaginação,
Atravessar mundos sem gente.
Ser poeta é…
Passar além do imaginário,
Como se o real não existisse.
É carregar emoção em cada palavra,
Soltar lágrimas quando conversa
Como se de outro mundo viesse.
Ser poeta, essencialmente,
É ser humano,
Porque todo o humano é poético.
É ser veemente
Para com todas as palavras que existem
Sem erros, pontuação ou ortografia,
Pois tudo isso não existe
No mundo fantástico da poesia…
