Para quem gosta de terror aconselho. Muito. Para quem não gosta, aconselho na mesma. Quanto mais não seja para ter um ou outro pesadelozito... Mas lá que o camandro do filme está bem feito está. É mais um do conceito "câmara na mão", passe a expressão, do estilo "Blairwitch Project", ou mais recentemente, de "Cloverfield", mas com um enredo de tom bem mais realista que nos consegue envolver sem grande esforço. Aliás, a verdadeira vantagem desta película está na sua capacidade de nos conseguir transportar para aquele mundo "gore" de forma tão subtil e coerente, que quando nos damos conta estamos lá, a sofrer tanto como quem transporta a câmara...E parabéns ao Fantas, por mais uma vez premiar uma obra de tão boa qualidade.
Agora deixem-me ir ali ver o Major Valentim a imitar o Ricardo Araujo Pereira que o home realmente tem piada.
terça-feira, abril 29, 2008
Ficou-me a frase: "Na altura vivi tempos felizes. Tomara eu que alguém me tivesse avisado..."
Há dias em que me ponho a pensar, sim, principalmente aqueles em que fico ao pé da janela, com a chuva a escorrer na vidraça, que a plenitude é uma miragem, e a ideia de que esta é atingível não passa de uma ilusão. Ora pois claro, daquelas criadas para nos dar ânimo para continuar a lutar por alguma coisa enquanto ela não acontece. E depois, quando as pequenas coisinhas, aquelas que nem sequer damos conta quando o sol sorri e o nosso clube ganhou, se começam a juntar num pequeno exército sedento de luta, quando o carro fica longe, o fim de semana parece não ter acontecido e indivíduos insuportáveis aparecem a saltar como cogumelos, é que nos apercebemos da nossa real dimensão, do real espaço que separa as nossas ambições das nossas limitações, ou apenas voltamos à realidade como quem atende o telefone. Isto claro, só até amanhã, porque o sol felizmente vai voltar a sorrir e o carro até já ficou lá em frente, nem que seja em cima da passadeira. Pois, já sei, a minha vida é uma ilusão. Não há crise, a dos outros também :)
Já agora aproveitava para recomendar uma comédia romântica. Sim, e para meter aqui um poster de cinema, que por sinal até é bem original. Vale a pena por Steve Carell, por Juliette Binoche, por aquele destilar perfeitamente organizado de emoções que nos envolve, e que mesmo não sendo uma daquelas originalidades, cai muito bem numa tarde chuvosa. Ou como alguém me diria, propícia ao verdadeiro namoro :)
Vá lá que hoje me deu a maluqueira e decidi vir cá consultar o estado do meu pequeno estaminé. Sim, este cantinho que hoje em dia ninguém se dá ao luxo de dispensar num universo cada vez mais indispensável como a internet. Ou como dizia lá o velhote no barbeiro, "essa coisa da internet que anda a dar cabo das crianças", ou qualquer coisa parecida com isso, que na altura estava mais preocupado em perceber como é que o Rangers tinha espetado dois secos em Alvalade.
No fundo o que mais me preocupa não tem nada a ver com a expansão do universo web, mas sim com a mentalidade dos que acabam, de formas mais ou menos inadvertidas, de lá ir parar com as suas ideias comezinhas. O recente caso do "dá-me o telemóvel já", com excelente trabalho de câmara daquele jovem cineasta (transfiram-no para uma escola de Hollywood,pah!), constitui prova viva de que, nas mãos erradas, a net pode ser um instrumento perigoso, especialmente quando agredimos a nossa professora de francês. Não é que, na situação em questão, até tenha sido útil, pelo menos pararam aquelas greves e manifestaçoes irritantes e centrou-se a discussão, finalmente, num tema que já importava discutir há muito tempo atrás.
Mas adiante, que o tema poderia facilmente deslizar para a excessiva importância dos media na nossa sociedade e isso daria certamente pano para umas mangas muito compridas. E para além do mais, o real objetivo deste post passa por comprovar a minha teoria de que o que realmente leva as pessoas a irem aos blogues tem mais a ver com os videos e as piadas vivas do nosso quotidiano, do que com grandes filosofias metafóricas. Daí que passe a apresentar, por ordem, duas situaçoes caricatas do meu dia de hoje (não me peçam coisas antigas que tenho memória de peixe) e um video, seleccionado aleatoriamente nesse pequeno e modesto site que é o youtube, supostamente de cariz cómico.
Aqui vai, portanto, a minha primeira situaçao cómica: ai não sei quê estava a ouvir um programa de informaçao desportiva na rádio, que diz que o Jorge Costa não sei quantos e tal, olho pelo retrovisor e quem está num Smart a dar o pisca atrás de mim, quem? Não, era mesmo o Jorge Costa. Não digo onde foi porque podia comprometer o homem, né...
A segunda situação cómica chama-se sr António e é o roupeiro do SC Rio de Moinhos. Este sr não precisa de grandes comentários, precisava era de videos que pudessem mostrar toda a sua valia e talento, e que pudessem já agora, também aligeirar os insultos que provavelmente vocês estarão a dirigir a mim por não apresentar prova do que estou a dizer.
Ah, e aqui vai o video, possivelmente numa posta à parte que eu ainda não domino esta coisa das transferências internacionais de videos, só mercado interno e mesmo assim com dificuldade. Um grande bem haja a vocês que leram esta coisa e podem voltar descansados ao google, desculpem lá o engano.
PS. Bem sei que o ideal seria juntar um video do youtube com o sr António, o Jorge e a malta toda do barbeiro em fraterno convívio, mas quem sabe isso não se arranjará...
Só para orientar os cerca de...vá lá, 0.87 cibernautas que recentemente visitaram este belo espaço, pelas razões de tamanha falta de actualização. Convenhamos, a vida nos últimos tempos tem seguido uma estradas a modos que com muita curva, de tal maneira que já me espetei duas ou três vezes e o carro tem ficado bastante amolgado, por falar nisso tenho que ir pagar esta bela conta do mecânico que me apareceu em casa...Bem, mas dizia eu que estes acidentes custam um bocado, têm-me arranhado as rótulas, de tal maneira que para além de passar bastante tempo a meter Betadine na pele, ainda tenho que me preocupar em levantar e dar umas passadas, senão o autocarro passa e nunca mais o apanho. No fundo dos fundos, e deixando a metáfora de lado por um bocadinho, a questão premente neste momento é, mudar de vida.
E convenhamos, apesar de haver temas em fartura (óscares, política, economia, futebol regional, receitas de culinária, o preço do petróleo ou tangerinas, por exemplo...), tenho mais que fazer do que escrever...
Como sei lá, tipo, arranjar uma vida...
Até lá, as minhas sinceras desculpas. Entretanto pode ser que arranje tempo para falar dos citrinos.
Às vezes gostava de saber o que é uma decisão simples.
Poupo-me ao martírio de retrospectivar a minha vida ao sabor do arrependimento. Prefiro olhar em frente e antever aquele sucesso, que no fundo, já não sei distinguir da ilusão.
Só assim é possível enfrentar o dia-a-dia ao virar da esquina. Só assim é possível adormecer à noite. Só assim é possível superar a minha contínua frustração.
Hoje canso-me. De vícios, virtudes ou simplesmente caminhos. De estradas recalcadas e indicações vazias, indiferentes. Despreocupadas. Ou do futuro que não ousa sorrir. Um mero rascunho ou a omnipresença do erro? Ah como é bom ser optimista, ou anjinho, inocente, talvez sábio (?) e vicenciar todo este folclore de egos e humilhações intelectuais...
Demasiado complexo?
Não o sei de outra forma. Quero-me assim, a interrogar, a lutar, a viver dias maus, outros bons, outros nem por isso que não sei o que se passa comigo mas hei-de resolver, outros de reinvenções felizes ou meras desilusões problemáticas.
No fundo, habituo-me a tudo. Mas o que realmente quero é saber para onde vou.
Saí a 120, fugi dos problemas, do stress, dos chatos, das doenças, das pessoas e suas taras, que o ego também sofre e as questões intricadas da vocação muito mais.
Mas não há problema, chego a casa, ligo a tv e descubro que sei mais do que um miúdo de 10 anos. Não há melhor serviço público...
Vilarinho das Furnas: paisagens deslumbrantes, tranquilidade, cataratas, alvoradas e alguns animais, entre eles um tipo de bigode numa espécie de casa de pasto, que perante o esgotamento de mantimentos e neurónios, mais não sabe do que exclamar “tivessem vindo mais cedo!”
S Pedro de Moel: praia, fotos, caracóis, panikes ao pequeno-almoço, rir, rissóis gigantes, rir, mais fotos, mais rir, amigos (dos bons) e tu…ou apenas e só…aquela genuína sensação de felicidade…
NovaFisio: o estrito cumprimento do dever que se elevou a algo mais do que isso…ou o ponto de partida para a racionalidade das vocações.
Mr. Brooks: thriller sóbrio e consistente, de personagens complexas e um alter-ego sublime, inteligente e bem humorado, que para além de relevar William Hurt, faz também renascer Kevin Costner como actor de qualidade comprovada. Pena o final. Ah, e atenção à pequena de “Shark”, Danielle Panabaker.
Night: devo estar a ficar velho (aka mania da intelectualidade), agora prefiro um bar tranquilo e dois dedos de conversa a discos apinhadas de hormonas e respectivos acompanhantes.
FCP: cada vez mais monótono, independentemente da qualidade dos subordinados continua a ganhar, o que quanto a mim, mais do que a própria questão do mérito é mais uma questão de simples organização.
Rio de Moinhos: 2-0, o resultado do fim-de-semana, no jogo e no posto médico.
Red Bull Air Race: porreiro, muito porreiro. Tanto mais quando estava à sombrinha, confortável e sem 599 998 indivíduos desconhecidos a pisarem-me os calcanhares.
Escrever: confesso o meu mais recente receio (sem contar com aquele de que um dia vá no metro e o pessoal me espanque porque tenho cara de marroquino), a falta de motivação para a arte do escrevinhanço. Alguns dizem que é uma questão de inspiração. Outros que é de talento. Eu já não arrisco. Não sei bem se será alguma das duas, ou nenhuma, ou apenas uma situação de circunstância, fruto das preocupações de rotina ou outras que me surripiam o neurónio. E é justamente isso que me preocupa, não conseguir pensar em duas coisas ao mesmo tempo.
"Ao longo de todas estas temporadas na televisão há momentos tão geniais, tão definitivos, que era impossível que alguém fosse ver The Simpsons Movie à espera de uma experiência transcendente, inovadora, arrebatadora, inesquecível. Eles já foram tudo isso, pá. E é por isso que contesto vigorosamente as pessoas que agora falam em "desilusão". Do que estavam à espera? Groening e a sua equipa já fizeram tudo (aliás, já fizeram mais do que tudo, se contarmos com o genial Futurama, série que levou o humor de cariz Simpsónico para os poucos lugares onde ele não tinha ido), pelo que The Simpsons Movie só podia ser aquilo que é: uma celebração aconchegante e mais comunitária de uma coisa importante e marcante das nossas vidas pop-culturais."
"No caso dos Simpsons, e depois de 17 anos no ar, eles já chegaram ao sublime há que tempos. E não seria um filme que iria trazer mais novidade, nem poderia ser essa a sua função: um filme dos Simpsons teria, acima de tudo, que ser bom. E é!"
"São 85 minutos compactos, vivendo de uma corrente contínua de piadas, conseguindo recriar, numa longa-metragem, o ritmo avassalador dos episódios televisivos. Quando termina - e, por favor, fiquem na sala até ao fim do genérico final! - ficamos com a sensação de que soube a pouco e que ainda lá podíamos ficar pelo menos mais uma meia-hora, à vontadinha."
"O filme pode ser entendido como um episódio maior da série? Pode. Os episódios dos Simpons são bons? São. Podemos então concluir que o filme é bom? Podemos. Mesmo para quem não está familiarizado com as vidas de Homer, Marge, Lisa, Bart e Maggie (onde é que eles estão, digam-me?), esta é a consideração que me apraz fazer."
"O filme não merece uma análise profunda, até porque não é isso que ele pede. Ao fim de dezoito anos, Matt Groening e companhia limitaram-se a dar-nos aquilo que esperávamos. Falo, obviamente, em nome daqueles que esperavam um bom filme – aqueles que esperavam uma obra-prima podem sempre adquirir a série 3 em Dvd e ver 4 a 5 episódios seguidos."
"Os Simpsons – O Filme é um excelente filme de animação, e um enorme divertimento. Antes de entrar na sala lembro-me de pensar para com os meus botões há quanto tempo é que não ia ao cinema ver um filme apenas para rir e passar um bom bocado. Quando sai da sala, pensei há quanto tempo é que não tinha entrado com esse objectivo e saído de lá com o resultado pretendido."
Deixo-vos a opinião dos "mestres" só e apenas porque não tenho andado com pachorra para escrever, e para além do mais, no que a matéria "simpsónica" diz respeito, podia ser suspeito... Já agora, também eu entrei na sala a pensar que ia passar um bom bocado e saí de lá com a sensação de que havia passado um bom bocado. E isso, meus amigos, nos dias que corre, é uma dádiva.
Meus amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos e afins:
Todo e qualquer tipo de elogio que possam fazer acerca deste filme será pura e simplesmente insuficiente.
Pronto, agora cresçam e multipliquem-se por essas salas de cinema como se não houvesse amanhã. Springfield aguarda-vos com a classe que se lhe reconhece :)