segunda-feira, agosto 06, 2007

Curta

"A infelicidade tem a sua melhor definição na diferença entre as nossas capacidades e as nossas expectativas."

Edward Bono

quinta-feira, agosto 02, 2007

Ainda a propósito dos Simpsons...


"Ao longo de todas estas temporadas na televisão há momentos tão geniais, tão definitivos, que era impossível que alguém fosse ver The Simpsons Movie à espera de uma experiência transcendente, inovadora, arrebatadora, inesquecível. Eles já foram tudo isso, pá. E é por isso que contesto vigorosamente as pessoas que agora falam em "desilusão". Do que estavam à espera? Groening e a sua equipa já fizeram tudo (aliás, já fizeram mais do que tudo, se contarmos com o genial Futurama, série que levou o humor de cariz Simpsónico para os poucos lugares onde ele não tinha ido), pelo que The Simpsons Movie só podia ser aquilo que é: uma celebração aconchegante e mais comunitária de uma coisa importante e marcante das nossas vidas pop-culturais."

"No caso dos Simpsons, e depois de 17 anos no ar, eles já chegaram ao sublime há que tempos. E não seria um filme que iria trazer mais novidade, nem poderia ser essa a sua função: um filme dos Simpsons teria, acima de tudo, que ser bom. E é!"

"São 85 minutos compactos, vivendo de uma corrente contínua de piadas, conseguindo recriar, numa longa-metragem, o ritmo avassalador dos episódios televisivos. Quando termina - e, por favor, fiquem na sala até ao fim do genérico final! - ficamos com a sensação de que soube a pouco e que ainda lá podíamos ficar pelo menos mais uma meia-hora, à vontadinha."


by Nuno Markl, aqui

e...

"O filme pode ser entendido como um episódio maior da série? Pode. Os episódios dos Simpons são bons? São. Podemos então concluir que o filme é bom? Podemos. Mesmo para quem não está familiarizado com as vidas de Homer, Marge, Lisa, Bart e Maggie (onde é que eles estão, digam-me?), esta é a consideração que me apraz fazer."

"O filme não merece uma análise profunda, até porque não é isso que ele pede. Ao fim de dezoito anos, Matt Groening e companhia limitaram-se a dar-nos aquilo que esperávamos. Falo, obviamente, em nome daqueles que esperavam um bom filme – aqueles que esperavam uma obra-prima podem sempre adquirir a série 3 em Dvd e ver 4 a 5 episódios seguidos."

"Os Simpsons – O Filme é um excelente filme de animação, e um enorme divertimento. Antes de entrar na sala lembro-me de pensar para com os meus botões há quanto tempo é que não ia ao cinema ver um filme apenas para rir e passar um bom bocado. Quando sai da sala, pensei há quanto tempo é que não tinha entrado com esse objectivo e saído de lá com o resultado pretendido."


by Alvy Singer, aqui.


Deixo-vos a opinião dos "mestres" só e apenas porque não tenho andado com pachorra para escrever, e para além do mais, no que a matéria "simpsónica" diz respeito, podia ser suspeito... Já agora, também eu entrei na sala a pensar que ia passar um bom bocado e saí de lá com a sensação de que havia passado um bom bocado. E isso, meus amigos, nos dias que corre, é uma dádiva.

sexta-feira, julho 27, 2007

Finalmente, a obra-prima



Meus amigos, inimigos, conhecidos, desconhecidos e afins:

Todo e qualquer tipo de elogio que possam fazer acerca deste filme será pura e simplesmente insuficiente.

Pronto, agora cresçam e multipliquem-se por essas salas de cinema como se não houvesse amanhã. Springfield aguarda-vos com a classe que se lhe reconhece :)

quarta-feira, julho 25, 2007

segunda-feira, julho 23, 2007

Homer Erectus




Em grande a campanha publicitária dos britânicos. Podem ver mais aqui.

sábado, julho 21, 2007

Uma vénia aos srs, por favor



Para verem que ainda há quem confunda Springfield com a realidade... Ainda bem que não sou só eu :p

segunda-feira, julho 09, 2007

Olha que novidade...

You Are a Chocolate Chip Cookie

Traditional and conservative, most people find you comforting.
You're friendly and easy to get to know. This makes you very popular - without even trying!

quinta-feira, julho 05, 2007

Their war. Our world.



O meu último blockbuster...

Michael Bay é o "sr acção". Spielberg meteu o dedo, marca inexorável de qualidade. E o resultado foi bom, muito bom. Algo de simples, bons contra maus, emoção, espectacularidade (muita, excelente), beleza, humor...

Ou

o cinema no seu estado mais puro. Recomendo.

quarta-feira, julho 04, 2007

domingo, julho 01, 2007

"Eu não sei o que os meus pensamentos pensam"


Deixei-me por momentos descansar no escuro, sem pretensões de maior. Apenas sentir o silêncio, ou a (ilusão de) plenitude que o acompanha.
Não concluí. Será isto o "overthinking"? ou o "too much going on"? Ou apenas uma inabilidade de gestão sentimental?

O porquê nada importa.

A verdade como uma mordaça.

Ou caos da mente vs filosofia do objectivo

"Eu não sei o que os meus pensamentos pensam."

Francis Jammes

sexta-feira, junho 29, 2007

Congratulations

Uma vez um grande amigo disse-me

"Não se pode perder sempre..."

É muito bom ver que ele sempre teve razão...

ou simplesmente

Parabéns, "jurista" :)

Londres here I come! ou então Sebolido, Baixa da Banheira...

You Belong in London

A little old fashioned, and a little modern.
A little traditional, and a little bit punk rock.
A unique soul like you needs a city that offers everything.
No wonder you and London will get along so well.

sábado, junho 23, 2007

Sonhos & blocos de notas


Fechei os olhos e sorri baixinho. Era esta a sensação do triunfo no escuro, bem lá naquele cantinho onde os sonhos nos aparecem sem darmos conta.
Implicava tudo, mais alguma coisa que agora não me lembro. Não me importo de tal, só deixo os pensamentos fluirem por aquele espaço livre sem controlo aparente.

Não faz sentido. Não tem que o fazer. Nada que realmente importe faz sentido.

E nós preocupados, consumidos, envolvidos pelo medo.

Sem agir naquela livre vontade que constitui o âmago da nossa existência. Já parei para pensar. Já me consumi em consistência suficiente para não me emocionar tão facilmente.
Esculpi um pedra, sem o saber. Sem ter tal objectivo. E que continuo a desconhecer, bem lá no fundo.
Resta-me a órbita daqueles cometas que conhecemos mas que não ousamos conseguir acompanhar. A não ser com o olhar. Que ao encontrar aquele rasto verde se anima em esperanças pouco mais que vãs, numa qualquer ilha longínqua, à sombra de coqueiros e meia dúzia de sonhos. Ou simplesmente um sorriso.

Não fiz sentido. Não tenho q o fazer. E isso é simplesmente redentor.



PS.: obrigado pela dica do bloco de notas, amigo. Esta, mesmo sem o saberes, também é para ti.

domingo, junho 17, 2007

Just a thought...


Será a derradeira desilusão do ser humano conhecer-se inteiramente a si próprio?

quinta-feira, junho 14, 2007

Perfeição


Perfeição em cinema será qualquer coisa como isto...

domingo, junho 03, 2007

Simplicidades

"Vencer não é nada, se não se teve muito trabalho; fracassar não é nada se se fez o melhor possível."

Nadia Boulanger

segunda-feira, maio 14, 2007

Grandmother

Ainda há dias dizia que há realidades que nos ultrapassam. Daquelas que nos é impossível combater ou contrariar, que somente deixam escorrer as inevitabilidades do destino. Lidamos com elas, habituamo-nos a recebê-las e damos o nosso melhor em cada dia que passa em busca apenas de um sorriso que permita afagar a alma.

Se há coisa que aprendi foi mesmo o valor de um sorriso. Aquele que via todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites antes de me deitar. Aquela gratidão da alma, genuína como só esta consegue ser, o pequeno gesto, o toque mais singelo quando tudo o resto parece falhar, como uma máquina que aos poucos se desliga sem pedir. Via coragem perante a adversidade, simpatia como último assomo de nobreza de uma vida que se fez grande. Mesmo perante o destino daquelas coisas feias que nos fazem encarar a morte como um mal menor. Mesmo perante aqueles que amamos e que pensáramos não ser possível deixar de nos amar. Mesmo perante as realidades que nos ultrapassam e a cruel impotência que as preenche.

Mas o olhar não mente. Também o aprendi. Quando deixaste de contemplar o mundo pela beleza que ostenta e começaste a senti-lo como derradeira morada. Quando te permitiste a ti própria um descanso do castigo que não merecias. Não te vou censurar…Muito menos por esta data… A coincidência como um logro. Apenas e só uma fé na sua mais pura plenitude. Admirar-te-ei, sempre…

“vou lá ter, vó…” Talvez um dia…Por agora o teu quarto…fica simplesmente vazio.

PS.: Uma palavra para os amigos: os melhores…

quarta-feira, maio 09, 2007

Coisas e isso...


Nunca pensei muito na miserabilidade da vida. Obviamente, porque não a contemplo nem tenho tempo para admirar esse tipo de sofismas. A não ser quando o tempo pára. E apetece empurrá-lo para a frente, qual carrinho de supermecado, atolado de compras desnecessárias. Aqueles momentos da vida em que o nexo das coisas é tudo menos um dado adquirido. Quanto mais, sobra uma confusão de ideias e sentimentos, um monte de fios embrulhados difíceis de alinhar. Procura-se, no fundo, um destino que nos conforme. Porque, tal como há dias me dizia amigo próximo, há quem se contente apenas com um telemóvel novo e um círculo de amigos no tasco após o jantar. A busca pela simplicidade das coisas tem esse inegável preço que passa pela sua complicação, pelo menos para quem se ousa questionar, indagar, permitir a si próprio cinco tostões de reflexão e meio tostão de troco, conclusões baratas, inverosímeis, caminhos tortuosos e tentadores.

Bastaria porventura um chão firme que sustentasse o meu peso. O mesmo chão que em tempos ostentou sucesso. No fundo, uma amálgama de sonhos infundados, confesso, mas com coerência mínima para poder ser levada a sério.
Agora procura-se talento. Uma forma digna de retomar esse trilho de outrora. Torneando vícios entretanto criados, o amargo da desilusão, o peso do insucesso. Ou simplesmente o resultado da mudança, da fraca inteligência emocional, o que importa? Quantas vezes sorri para o céu em busca de redenção...

Afinal quem serei eu? É a pergunta pela qual me bato a cada dia que passa, cada vez mais convencido que nunca serei capaz de lhe responder. Talvez porque a inconveniência da resposta me assuste. Talvez porque tema, por vezes, descobrir. Talvez porque nessa busca incessante de horas e dias e acções e loucuras e simples gestos inocentes nos esqueçamos da nossa interacção com o mundo e tudo o que nos rodeia. Haverá acção mais egocentrista? Creio que não. Mas o defeito da coisa não esconde a sua suprema necessidade. Ironicamente para melhorar a nossa predisposição para o mundo, e consequentemente, a nossa relação com os outros. Ou simplesmente porque antes de conhecer bem os outros tens forçosamente que te conhecer a ti próprio...

Já lá vão seis queimas. Recordo todas, desde o maço de tabaco da Vera até aos videos marados dos quatro fantásticos e as repas gigantes. Desde as bebedeiras e as ressacas na Constituição, às bengaladas do 4.o ano, passando pelas futeboladas e francesinhas do Requinte, cada vez mais uma tradição. Recordo com orgulho e aquela noçãozinha nostálgica de que cada coisa tem mesmo o seu tempo. Porque as coisas só começam realmente a ter piada, tal como diz o Dani, quando o nevoeiro se levanta. E então aí entramos num mundo à parte dos demais. Um mundo que o meu mundo já não contempla. Nem tem, obviamente, que contemplar...


"A vida é a arte de tirar conclusões suficientes a partir de premissas insuficientes."

Samuel Butler

domingo, abril 22, 2007

A coisa mais interessante acerca das coisas que nos rodeiam é perceber que por vezes elas nos ultrapassam. Sem um domínio que se invente.

Apetece espairecer.

Apenas e só deixar correr o mundo como aquele rio que desconheces. Conhecer-te a ti próprio, sim, aos teus mistérios e contradições, e deixar o teu universo fluir por caminhos e ondas nunca antes traçados. Gritar aos sete ventos a tua real identidade, e sentir a brisa bater na cara, a areia queimar nos pés, as palavras ecoarem sem sentido. Apenas abraçar a luz e caminhar com ela, beijar as montanhas e a lua e o sol, o breu que se lhe segue com propósito inusitado, mas viver a plenitude das coisas…com o doce sabor do seu âmago…e a plena (in)consciência…

Que sempre nos ultrapassa…