terça-feira, fevereiro 22, 2011

Essa pequena coisa chamada felicidade...


Às vezes imaginamos a felicidade como aquela coisa inatingível, ou feita das grandes coisas, dos grandes projectos, das empreitadas fúteis que a nossa mente projecta como conquistas indispensáveis à nossa vida.

Às vezes pensamos que estamos sozinhos no mundo, que a nossa luta é tudo menos justa e que em última instância somos só nós e meia dúzia de problemas.

Às vezes questionámo-nos porque as coisas têm que ser sempre assim tão complicadas, quando nós parecemos tão simples.

E às vezes, como no sábado, damos conta que afinal as coisas não são tão complicadas, os problemas meros desafios e as grandes coisas meros adereços das pequenas, aquelas com verdadeiro significado. Damos conta que afinal temos os melhores amigos, a melhor família, os melhores colegas. E a melhor, mais fantástica, adorável namorada do mundo.

E de olhos marejados e sorriso genuíno, damos conta que afinal…até somos felizes.

E a ti obrigado por me mostrares a cada dia que passa o que é essa coisa que chamam de amor ;) ***

quinta-feira, novembro 04, 2010

(...)

Há dias em que pensamos que pura e simplesmente estamos fartos.
Hoje é um deles.

segunda-feira, novembro 01, 2010

quarta-feira, outubro 27, 2010

Reflexão de pé de chinelo

Um subconsciente cansado é capaz do mais curioso dos pensamentos. De repente ontem acordei a pensar como criar uma matriz dinâmica, carregada de camiões e distâncias em kms. Nada que me surpreenda, no fundo, quando a alternativa para ocupar a mente se baseia em hipocrisias, frustrações ou simples incompreensões. Não consigo evitar questionar-me se isto será sempre assim, um carrocel de emoções, uma atracção pela tristeza só porque a felicidade, por vezes, parece demasiado fugaz para se conseguir viver.

E esta reflexão terá que ser sempre assim, também, plena em subjectividade. Qualquer carácter objectivo, nos dias que correm, seria sempre um suicídio.

terça-feira, outubro 05, 2010

O belo anúncio da IKEA

Wow...belo anúncio...

domingo, outubro 03, 2010

Não esperaria mais das nuvens se as espremesse

Hoje acordou o Inverno. E a melancolia que o acompanha. Não deixa de haver uma pequena parte das nossas vísceras mais recônditas que o desejasse há tempo largo (não haviam saudades da camita ao som dos pingos?). Enquanto a chuva bate na vidraça e as árvores teimam em dançar o tango, entretenho-me com estas coisas do c++ e os seus erros irritáveis e ouço os Clinic, que me apraz descobrir. Mais para logo há-de haver música dos eighties para nos abanarmos incessantemente. Isso e meia dúzia de coisas para aclarar o ego e acalmar o dito stress do dia-a-dia, aquele que teima em receitar xanax para essa gente que anda por aí. Cada vez mais doida, ora por causa da austeridade, da crise ou simplesmente do graveto que já não chega para pagar a mensalidade do ginásio.

Continuo a recusar endoidecer. Ou deprimir. Se não se importam.

sábado, setembro 11, 2010

O caminheiro

Há umas semanas conhecemos um caminheiro que vinha de Santiago de Compostela e que desenhava a lápis de cor as suas memórias, num pequenino bloco de notas. Entrou no café junto à praia, onde líamos tranquilamente o jornal abrigados da chuva de fora de época, e compôs tranquilamente a indumentária, fustigada pela pequena intempérie. Na ponta do lápis surgia depois, por entre a meia de leite, o rascunho do quadro pendurado na parede da frente. O cabelo grisalho e os olhos bem azuis, a mentalidade de quem fazia de um trilho o cumprir de um sonho anteviam tudo menos que falasse português. Mas não, enganárano-nos. Era bem "tuga", com nome de navegador. E dono de um caminho magnífico, repleto de histórias e desenhos, memórias que dificilmente o tempo apagará e que servirão de inspiração aos netos. Ficámos ali deliciados, embasbacados, com um sorriso indisfarçável. Talvez um dia compremos um livro, carregado de fotos e de desenhos e de uma coragem notável. E ao lembrar o autor o reconheçamos. Vasco da Gama.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Hoje vi um sr a encher garrafões de água numa boca de incêndio

Saliente-se o meu regresso às postagens com o tema "hoje vi um sr a encher garrafões de água numa boca de incêndio". "E com a mulher a ajudar". Isto na terreola onde as pessoas vêm passadeiras imaginárias em cada metro da estrada, invadindo o alcatrão como se não houvesse amanhã. Não fosse o assunto sério e palavra que gozava com ele. A sério.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Acerca de "Inception"



"An at-times dizzying Mobius strip of a sci-fi thriller, it's both a tremendously challenging and tremendously rewarding movie, the type that will have audiences talking -- and debating -- long after the credits roll."

por Mike Scott, na Times-Picayune.

Meu Deus, o que eu espero deste filme...

terça-feira, julho 27, 2010

(my) Angel Song









I guess I was trying to keep me alive
But once I was dead there was nothing to do beside
Picking me up and lying me down
Waiting for some angel
To wake me and say to me
"Hello. Don't be scared.
I want you to know,
you're not dead."


you'll always be my angel ;)***

quarta-feira, maio 26, 2010

domingo, maio 09, 2010

Deolinda: Ela passou por mim e sorriu...

Ela passou por mim e sorriu,
e a chuva parou de cair,
o meu bairro feio torna-se perfeito,
e um monte de entulho jardim.

O charco inquinado voltou a ser lago,
e o peixe ao contrário virou.
Do esgoto empestado saiu perfumando,
um rio de nenúfares em flor.

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva grossa que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar por favor!

No metro enlatado os corpos apertados,
suspiram o ver-me entrar.
Sem pressas que há tempo,
'tá gasto o momento,
e tudo mais pode esperar.

O puto do cão com seu acordeão,
põe toda a gente a dançar,
e baila o ladrão,
com o polícia p'la mão,
esvoaçam confetis no ar!

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva grossa que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar por favor!

Há portas abertas e ruas cobertas,
e enfeites de festas sem fim,
e por todo o lado é ouvido e dançado,
o fado é cantado a rir.

E aqueles que vejo que abraço que beijo,
falam já meio a sonhar,
se o mundo deu nisto e bastou um sorriso,
o que será se ele me falar.

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva grossa que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar por favor!

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva grossa que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar por favor!

quarta-feira, abril 07, 2010

Mentalidades

Há dias em que cansa lutar contra mentalidades.

Antiquadas. Limitadas. Cegas. Ou simplesmente ignorantes. Talvez distraídas.

É por estas alturas que abrimos a caixinha dos sonhos, embrulhados em cetim, e perguntamos a nós próprios o que terá corrido mal. A inadaptação perante a realidade que nos circunda, ou em instância mais ambiciosa, a falta de oportunidade para a fiel demonstração das nossas capacidades?
Entretanto o dia passa e a rotina abraça-nos naquele rom rom que embala. Distanciamo-nos o suficiente para olhar para as coisas com naturalidade e afagar o ego, que amanhã há-de aparecer alguma coisa boa.

Afinal é sempre assim.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Confissões de um post perigoso

Agora que o ano está prestes a terminar, e o tédio na clínica me impele para a reflexão barata, há meia dúzia de coisas que começo a concluir:

- Que se há tempo que me irrita é o tempo chuvoso. Outra coisa que me irrita é o vento. Vá lá, às vezes o granizo também se torna um pouco incómodo, principalmente quando bate na capota do carro e faz lembrar os tramboleiros da Junta. Mas a grande ideia mesmo é juntar tudo. Assim tipo feira da Vandoma. Compre um chovisco leve duas rajadas, com um bocado de sorte apanhe com um calhau frio na testa e diga que a culpa é do Socas, que ele há-de arranjar algum subsídio.

- Que as tardes da Júlia me fazem perder neurónios. Desde que o meu colega de trabalho começou a meter a tv na TVI à tarde, que frequentemente me esqueço de quem sou e dou por mim na sala de espera a imitar o Toy.

- Que pago um café à alma que me encontrar uma parte da carrinha da empresa (aka Genoveva) que não faça barulho e/ou meta água. Recentemente descobri que tenho um novo reservatório por baixo do tablier, que enche nos dias de chuva, e que possivelmente num modelo mais moderno terá ligação directa ao radiador, num claro esforço para aproveitamento hídrico, que mais não será, quiçá, do que uma resposta ao falhanço das negociações de Copenhaga.

- Que se o Pinto da Costa diz que não há petróleo no Porto eu acredito, e vou já cancelar a prospecção que tinha planeada para os Aliados e transferi-la para a cabeça do Jorge Jesus (esta confesso que foi o meu amigo Rui que pediu :p)

- Que, e desculpem-me vocês os 4 ou 5 que se enganaram na página e fazem parte do lote, me começam a irritar solenemente os indivíduos que gostam de marcar pela diferença e decidem não festejar a passagem de ano, ora ai e tal porque é um dia como os outros, ora ai e tal porque há gente bêbada na estrada, ai e tal porque eu é que sou fixe e só saio quando não é reveillon. O que me deixa a indagar de mim para comigo, principalmente depois das tardes da Júlia, se um raio de uma sexta à noite de um mês vulgar não é um dia como os outros, ou se cá na tugolândia em qualquer dia do ano não há gente com álcool nas estradas, ou até mesmo, será que o Cristiano Ronaldo se lesionou por causa do bruxo Pepe, e é então que páro, porque já é confusão para a minha cabeça.

Cuidem-se, gente boa, e boas entradas em 2010, de preferência em grande estilo. Ou outro qualquer.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Até breve

Tenho saudades de muitas coisas, mas escrever é certamente a mais premente. Vai daí que uma retrospectiva viesse mesmo a calhar, ainda por cima quando tantas voltas isto deu...Sinal dos tempos, ou da falta dele :p

Até breve

terça-feira, julho 14, 2009

O regresso do conselheiro cinematográfico, parte IV




Ide lá ver que é fixolas :)

PS.: foi só para actualizar esta coisa que a coisa tem andado um bocado triste...sinais dos tempos, né...não há tempo livre para os pequenos deleites da escrita e divagações inerentes, com tudo o que de bom ou mau daí advém...

terça-feira, janeiro 27, 2009

Deolinda @casa da musica



Cada música uma estória. Daquelas que dá mesmo gosto ouvir.

Absolutamente recomendável.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

The meaning of life

O sentido da vida é algo de infinitamente complexo. Tão complexo que às vezes nos leva a fruir de pensamentos estranhamente abstractos, completamente alheados da realidade em redor.

Fazemos uma pausa e planamos levemente sobre o escorrer dos tempos passados, com aquela dose de melancolia necessária para nos recordar as emoções, e pensamos no que valeu a pena, no que não valeu, nos erros ou nas decisões acertadas, em tudo aquilo que no fundo, constituiu o nosso ser.

E depois, se recordados em almas próximas, acerca do confronto com a morte, tudo parece estranhamente amorfo, leve, ridiculamente pequeno perante tão poderoso afrontamento. E interrogámo-nos sobre o que realmente vale a pena.

Existem inúmeras visões filosóficas da vida. Eu prefiro a versão do orgulho. Nada de mal entendidos. Devemos chegar ao fim e orgulharmo-nos de quem somos, de quem fomos, dos locais onde estivemos, das pessoas que conhecemos, das imagens que vimos, das acções que realizamos, de tudo aquilo que a vida nos permitiu ser e sentir. E isso, por muito que nos custe a admitir, contrói-se todos os dias.

"I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again."

Benjamin Button, in "The Curious Case of Benjamin Button" (2009)

sábado, dezembro 13, 2008

sábado, outubro 25, 2008

Reconhecimento

Acho que no fundo me esqueci que tinha um blog. São daquelas alturas da nossa vida em que pensamos, ok, vamos lá fazer uma pausa às reflexões e continuar com a nossa vida, que é para isso que cá estamos.

Sempre disse que para a mais ínfima das nossas atitudes, só nos sentimos bem se formos reconhecidos. A meritocracia tem destas coisas, que passam por aquela procura desmedida de reconhecimento, de nos pormos em bicos de pés e cabeça esticada e dizermos "Não conseguem ver que eu estou aqui, e sou bom naquilo que faço??"

Pois bem, acho que decidi finalmente pôr-me em bicos de pés. Não importa aonde, mas sim o quê, e com quem. Uma procura obcecada pelo pequeno espacinho no Universo que nos pertence. E tudo o resto, acredito eu, um romântico obcecado com valores de justiça e demais envolventes, virá por acréscimo. Porque essa coisa da felicidade conquista-se, procura-se, não vive à custa de conformidades ou presentes de Natal. Envolve sacrifício, sim, na sua justa medida, mas acima de tudo um gosto genuíno pelas nossas acções, por aquilo que fazemos e proporcionamos.

Haja coragem para tal, e claro está, alguém que o reconheça. Quanto mais não seja nós próprios.