terça-feira, fevereiro 06, 2007

É absolutamente impensável que leia este post, aliás, só ligaria mesmo o pc se embarrasse no on ao limpar o pó, mas quanto mais não seja, pela sua personalidade, paciência, simpatia, altruísmo (e mais uma lista interminável de adjectivos que me escapam de momento...), e, essencialmente, enorme dose de coragem dos últimos tempos... talvez de sempre, esta sra merece uma pequena mas sincera homenagem... Afinal, hoje foi o dia dela, e valha a verdade, não fosse ela e não estava aqui eheh...
Parabéns D. Otília!!!

domingo, janeiro 28, 2007

O mundo da lua












Abrir os olhos...
Ver-te...
Reter-te...

Ao teu olhar, a tua aura...
O teu jeitinho de anjo...

Contemplar a lua (ou o paraíso...)
Todo um mundo no teu sorriso :) )

terça-feira, janeiro 16, 2007

Prison Break

Permitam-me falar um pouco sobre esta série. Para os que me aturam no dia-a-dia as minhas desculpas, já que não tenho calado a matraca nos últimos tempos acerca disto. Mas é que se trata mesmo de excelente televisão.

Para quem ainda não está a par (ainda bem que a RTP se dignou em comprar os direitos, se bem que sem a merecida publicidade, que por exemplo Anatomia de Grey, outra boa série, mas sem metade das virtudes desta, usufruiu aquando da sua estreia), a história de Prison Break gira em torno de Michael Scofield, o inteligente e reservado engenheiro civil que vendo o seu irmão mais velho injustamente condenado à morte, se atira propositadamente para dentro da prisão de Fox River, com um plano genial de fuga que visa a salvação de Lincoln.

Tudo o que mais rodeia o fio condutor da acção são efeitos colaterais, que vão desde as peripécias de cada um dos protagonistas da evasão, até ao mais alto patamar das teorias conspirativas, uma vez que, tal como afirma Scofield, "getting out is just the beginning..."

De resto podemos observar a receita que tem acompanhado as mais recentes séries de sucesso, como 24 ou Lost: múltiplos planos de acção, suspense a rodos, intrigas cuja resolução obriga a um esforço extra por parte dos nossos neurónios. O segredo de Prison Break, no entanto, na minha opinião, reside não só na sua excelente capacidade de gestão desses planos, com equilíbrio e coerência, mas também no grau de coolidade (perdoem-me o neologismo) do protagonista, por quem é impossível não sentir algum grau de simpatia. A sequência da história é muito bem dirigida, os actores têm qualidade e não parecem haver pontas soltas. Para além disso, um pormenor curioso: corre tudo mal aos homens, camandro! Quando se espera que alguém simpatize com as almas de modo a facilitar-lhes a vida, que alguém se "esqueça" daquele objecto, tenha aquela acção "conveniente" (coisa que é usual vermos noutras séries ou filmes do género), acontece precisamente o contrário, o que por si só é mais um motivo para não conseguirmos tirar os olhos da tv.

Simplesmente magnífico, viciante... Se por momentos esquecermos a eternidade dos Simpsons e a classe de Os Sopranos, arrisco a dizer que é a melhor série que vi até hoje. Por isso fica a dica… Altamente recomendada!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Só duas ou três coisinhas...

Coisinha nro. 1. Poucas vezes tiro fotos tipo passe. Raramente tiro fotos tipo passe. Aliás, só quando obrigado e atiçado por uma matilha de canídeos esfomeados é que tiro fotos tipo passe. Mas como tendo a promover a qualidade, tenho por hábito frequentar sempre o mesmo fotógrafo. Há um glamour incontornável naquele laboratório. A começar pelo próprio fotógrafo, de cabelo branco, idade respeitável, sempre com aquele sorriso sincero, a pose austera, de mãos atrás das costas e amabilidade incontida, aquela simpatia que faz brilhar os olhos de cada vez que a campainha toca. Umas escadinhas no vão, o corredor estreitado pelos vasos… Um gato molengão, daqueles a quem a vida deu mais sorte do que a própria sorte lhe poderia contar, miar mimado, passo que se arrasta… As fotos, claro, essas de mil sorrisos, caras bonitas, o Sameiro iluminado…parei nas máquinas antigas, tiradas de filme dos anos 20. Depois a postura. Ao milímetro. O pequeno banco, cruzar a perna, esperar pelo flash, a cara feliz. E já está. A preocupação genuína pela dignidade da foto, coisa já rara de se ver… Ao sair rever bem a dita, que pode alguma coisa estar mal… Tenho direito a poster. Tenho direito a por momentos saborear o encanto de um pequeno mundo. Com a promessa que voltarei…obrigado.

Coisinha nro. 2. Há jogadores que definem o significado da palavra classe. Que têm requinte, postura, personalidade com uma bola nos pés, provando aos seguidores da coisa que ainda é possível ver arte no desporto. Rui Costa é um deles. Fico feliz pelo seu regresso. E sou portista.


Coisinha nro. 3. Encontro amigo antigo e ponho a conversa em dia. Segundo ele, pessoa recta e realista, a grande vantagem dos Estados Unidos acaba por ser a sua suprema variedade. De pessoas, locais, culturas, etnias, bancos de autocarro ou simplesmente coisas. E de respeito. O que desde logo, abrindo espaço para debater um sem número de situações, faz pressupor algo muito simples. Construir o nosso próprio estilo, a nossa própria vida, a nossa própria cena sem que ninguém nos incomode por isso. E com o bónus de haver quem goste disso. Há quem sequer não saiba que isso é possível, há quem passe toda uma vida ignorando que podia ser mais feliz. Estranho. Não seria esse o objectivo que nos traz por cá?


Coisinha nro. 4. De cada vez que venho para o pc deparo-me com uma bola de chocolate estrategicamente situada de forma a me poder torturar todos os dias. Estranho dilema este… Devorar ou não devorar? Manter a obra, de regalo indiscutível, ou simplesmente adoçar a mente com o petisco, saboreando-o a cada trago? Apesar das inegáveis vantagens da segunda via, prefiro deleitar-me com as inevitabilidades da primeira. De cada vez que vislumbro o esférico, bem perto do botão do “Iniciar”, lembro-me que ainda há pessoas genuinamente belas neste mundo, capazes de o apreciar com a pureza imprópria da sociedade actual . Sim, tenho sorte.

terça-feira, janeiro 02, 2007

A lua...


Só queria escrever algo que ousasse alcançar, por momentos que fossem, o estatuto da tua beleza...

Mas não creio que o consiga. O céu fica demasiado longe... e as palavras que me ocupam são vagas, gotas num oceano que só pode ser de felicidade...

Importa o sentimento... e a lua ;)

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Ano novo...

A cada lágrima que me assalta o brilho do sol e o manto da noite. Pensei em alternativas, mas em vão. Tento a fugaz via da evasão que sei ser ineficaz. Não sei que mais fazer senão vergar-me ao desenrolar das coisas, porque o destino quer que assim seja e eu não tenho força para o enfrentar. Prefiro agarrar no cobertor e anichar-me num canto escuro, longe da acção do mundo, afinal o único local onde poderei ter paz. Não, não é um exagero, mas sim o simples caminho que me resta tendo em conta o momento. Porque viver do momento tem este preço. Tanto subir aos píncaros como viver refém das suas opções. Porque as coisas às vezes não têm de fazer sentido. Porque não devia haver lugar para mentalizar. Ou tal como dizia Proust: “Em amor é um erro falar-se de uma má escolha, uma vez que, havendo escolha, ela tem de ser sempre má.”
PS.: O balanço de 2006 fica para uma próxima oportunidade. O que só pode ter um significado. Que as coisas, em matéria de alma, pois claro, até correram bem, pois senão já tinha tinha dissertado sobre o assunto, isso com toda a certeza.

domingo, dezembro 31, 2006

NYE

Queria ser original...mas não consigo.

Fica a sinceridade do voto, afinal o que mais importa no meio desta catrafada toda.

FELIZ 2007!!


PS.: prometo redimir-me em breve...

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Christmas divagations


Há dias fui obrigado a comprar uma peça nova para o carro. Até aqui tudo bem, mas só até à parte do preço. “É caro mas bom!”, argumentava a senhora. O que me dá margem para toda uma série de divagações. Não que importe discutir a valia técnica do componente, a forma como encaixará na perfeição no conjunto da máquina ou até como fará o veículo chegar aos 100 em 5 segundos. O que interessa verdadeiramente aqui é o conceito subjacente, isto é, tudo o que é bom terá de ser efectivamente caro? Ou posto por outras palavras, tudo o que é bom tem um preço?

A questão coloca-se permanentemente na nossa vida. O sacrifício pessoal é algo de nobre, mas por vezes inútil. Os esforços medem-se em escalas diferentes, como se de sistemas de medida independentes se tratassem, porque o mundo é mesmo assim, pleno de diversidade e mentalidades.

Para sempre perseguirei as razões do ser, do agir, do acontecer. Não importa a forma, as consequências, mas a busca em si, o objecto do gesto, se calhar nunca as respostas, mas a pergunta por si só. É a última fronteira que me separa da loucura, de um sistema de vida conformado e dogmático, sem ponta de irreverência pela qual esta passagem faça sentido. É o meu último reduto, o meu último refúgio, aquilo a que me agarro naquelas noites mais difíceis antes de adormecer. Sim, logo a seguir aos pensamentos auto-destrutivos e à tentativa infrutífera de trazer mais alguma justiça a este mundo. Logo a seguir a descobrir que sou paciente, porventura chato, excessivamente obcecado em ideias e assuntos de mentalidade e afins, honesto até uma permissividade que me arrasa. Mas livre.

Talvez por isso esteja a escrever sozinho, ao sol, em plena tarde de Natal. Sozinho não, tenho a minha avozita, vergada pelo peso de uma dessas coisas que não fazem sentido na vida, sentada a meu lado. E isso orgulha-me.

domingo, dezembro 24, 2006

Merry Christmas

Aos cerca de 4 amigos e 2 emigrantes de leste que visitam este humilde espaço, ficam os sinceros votos típicos da quadra, que é como quem diz, pelo menos por aquilo que me ensinaram, BOM NATAL!!

Em vez da bonecada costumeira, deixo este link, experimentem que é engraçado...

http://www.busybus.co.uk/design/xmas_santa.swf

sábado, dezembro 09, 2006

Star Wars-Imperial March

só pq é fixeee...

sexta-feira, dezembro 08, 2006

O que foi aquilo?

Matosinhos, uma da manhã, fiat da Marta. Conversa entretida entre amigos, frio lá fora, vidros embaciados. Vindo do nada, surge, de braço dado a um qualquer figurante, Rui Reininho. O tal das dunas e do efectivamente e da panca na cabeça. Dirige-se a nós, sorridente, como amigo de longa data, abre a porta da frente, cumprimenta a Marta com dois beijos e despede-se, balbuciando qualquer coisa como "isto é só droga..."
Alguém, de bom senso, sério, íntegro, e preferencialmente sem registo criminal, por favor, me explica... que raio foi aquilo? Um "flash", um "vibe", uma alucinação colectiva?! Juro pelo que existe de mais sagrado, só bebi mesmo um chocolate quente...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Incubus - Anna Molly

a bela da musca...

segunda-feira, novembro 27, 2006

Chuva lá fora. A alegria entrecortada. Chuva cá dentro.
A mais pura certeza que a alma só se abre quando o espírito não é mais do que uma janela molhada.

Quis o mundo mostrar-me o mais básico dos anticivismos. Coisas de pouca monta, trivialidades de um jogo que não interessa à cultura.

A alegria entrecortada.

O sofá parece acolhedor nestas alturas. Uma série da Fox e umas bolachas de chocolate. Envelhece-se depressa, sem deixar correr o tempo. Os pequenos prazeres parecem sempre demasiado efémeros...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Inspiro-me

Inspiro-me? Nada mais errado.
Como se o ego não se construísse. Deixaste-me assim, a pele nua. Um Outono de palavras, com folhas secas de pontuação. Foi-se o momento, a respiração sentida. Agora o que resta é um manto de pensamentos. O peito cansado e uma memória recalcada.
Espero rever-te, sem mais delongas, o negro justo, o coração apertado, a esperança de que retornas... sempre. Sem destinos retorcidos, confusões de tempos ou relógios chatos, inoportunos. Apenas tu. Como se o mundo não se concluísse. Basta-me o olhar, o sorriso, o peso da tua mão...
Agora sim, inspiro-me. O tempo passa, mas tu não.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Sucesso


Hoje fui o último a sair do balneário. Apetecia-me sentir até ao último assomo da sua existência temporal aquele saborzinho da vitória, aquele eco dos festejos, aquele trago de sucesso que senti também ser meu. Acima de tudo sentia-me útil. Aquilo a que os mais românticos chamarão a “sensação do dever cumprido”. O sucesso será sempre mais uma ferramenta de medição das coisas, bem sei, não comparável à rectidão de uma fita métrica ou de um conta-quilómetros, mas ignorando-se as intromissões de invejas ou afins, o seu valor é inegável e de longe o mais reconhecido. Tem o poder de esquecer agruras e relevar optimismos. De afastar maus augúrios e exacerbar agradecimentos. Mas também a capacidade de por ténues momentos, pelo meio dos seus exageros, arrastar consigo a justiça…

Apertei o casaco e olhei uma última vez para a bancada agora vazia. Ao fundo as nuvens laranja, silenciosas companheiras de cenário, em último vislumbre de tranquilidade… Era tempo de voltar à vida, às perrices, aos distanciamentos indevidos, às pressões, aos egoísmos, às reflexões de pé de chinelo e um mais não sei quê de algo que não importa.

Deixemo-nos por momentos de apertos indevidos. Já bastam as amarras da mente, aquelas que nos incomodam quando a sorte tudo torna fácil, demasiado simples para aqueles pensamentos intrincados. Há-de vir sempre mais uma filosofia, um estigma que teime em estragar e tirar o sentido das coisas.

Deixem-me por momentos respirar o ar de fim de tarde, relaxar ao sabor de uma tranquilidade doce, sentir a brisa, não o vento, desligar o rádio e seguir caminho em estrada aberta…

Deixem-me parar de ser injusto, de procurar incessantemente a justiça, de ter medo de arriscar, de arriscar quando não sei, de não pensar antes de agir, de viver a vida a pensar…

Libertem-me as amarras da mente, os complicómetros da vida, deixem-me alcançar a realização, deixem-me ousar seguir o trilho… em direcção ao sucesso.
PS.: Não tenho outra tradução para a injustiça: desculpa-me.

sábado, novembro 04, 2006

Um minutinho

Eh pah, façam uma pausa e tirem um minutinho... Depois digam-me se não valeu a pena :p

http://www.youtube.com/watch?v=X7SWS4RoUYU

domingo, outubro 29, 2006

O jogo...


A pedido de algumas famílias, aqui fica a crónica do clássico. Aquele jogo. O jogo...
FCP 3 SLB 2
Com um início de jogo agressivo, a pressionar bem alto e a cortar as iniciativas do adversário bem junto à área benfiquista, o FCP encostou o rival às cordas. Anderson e Quaresma conseguiam ter bola nos pés no último terço de campo e isso constitui, por si só, um risco que normalmente se paga caro. Daí que, já depois de Lucho ter posto à prova Quim e Anderson ter tirado tinta à barra, ambos em lance de bola parada, o golo de Postiga/Lisandro, tenha vindo mesmo a calhar para as ambições portistas. Indiscutivelmente um golo de sorte, mas também uma consequência lógica da sagacidade da entrada portista e, mais do que isso, do excelente momento psicológico que atravessa o avançado, rematador, dinamizador, chatinho para os defesas, para mim o melhor jogador em campo.

O Benfica, por sua vez, tal como disse o engenheiro, falhava claramente no processo defensivo (muito espaço entre linhas, falta de agressividade na luta pela posse de bola, desacerto nas marcações), contudo, desde cedo começou a explorar a brecha que era o lado direito da defesa azul, o lateral Fucile, jogador com grande propensão atacante mas demasiado tenro a defender. Leo só não fez mais porque o pé direito não o permitiu…

Sem tirar o pé do acelerador, o Porto chegou ao 2-0. Momento mágico de Quaresma, a limpar Nelson do lance e depois a “engatar” aquele fantástico remate em arco. O Benfica andou depois a deriva. Os azuis aproveitaram o elan e chegaram-se a ver cruzamentos de letra. Não será excessivo afirmar que cheirou a goleada. Mas surge depois o momento do jogo. Anderson sofre entrada dura de Katsouranis e sai, lesionado. Jesualdo não arrisca e reforça a intermédia com Meireles. 1º erro, Lucho não é jogador para assumir decisões na transição defesa-ataque, e com dois médios defensivos a linha baixa do meio campo portista parece vacilar (como se havia notado contra o Sporting). Notou-se variadas vezes quando o desamparado Fucile tinha que levar com Simão, Leo, as vezes Paulo Jorge. À falta de extremo para ajudar a defender (Lisandro é voluntarioso, mas ocupa ineficazmente os espaços, Quaresma simplesmente não vem), e com Lucho com mais liberdade para atacar, seria um dos médios mais recuados a ter a obrigação de fechar o flanco, o que nunca veio a acontecer durante todo o jogo. O Benfica consegue então equilibrar a contenda, acerta as iniciativas de ataque e esmaga completamente o lado direito portista, graças ao qual cria duas oportunidades de golo, por Kikin e Paulo Jorge. Helton responde com classe.

A segunda parte inicia-se ao mesmo ritmo. Os benfiquistas entram forte, sempre a atacar pela esquerda. Depois uma fase de equilíbrio, mais graças ao voluntarismo de Postiga e ao talento de Quaresma do que propriamente à capacidade de circulação de bola portista, quase nula depois da saída de Anderson. Com a entrada de Nuno Assis e Mantorras, o Benfica assume claramente a superioridade do jogo. Katsouranis aproveita a ingenuidade de Fucile e reduz. Jesualdo demora a reagir e quando faz, fá-lo mal. Tira o único desiquilibrador e faz entrar Tarik, sem ritmo e sem chama. Depois de perda de bola de Cech (era notório que não havia a quem passar a bola em fase da definição do último passe), uma jogada exemplar do contra-ataque benfiquista e o empate, por Nuno Gomes. Justo.

O final de jogo foi emocionante. Havia claramente duas equipas a procurar a vitória. O FCP aproveitou-se talvez do seu maior querer e da sorte do jogo que já havia mostrado ter aquando da marcação do primeiro tento. Ironicamente foi Fucile a lançar. Não já tão ironicamente foi Moraes a marcar. O miúdo foi a melhor (única boa) substituição do professor Jesualdo.
Em suma, o empate parecia-me o resultado mais justo. Mas também há que reconhecer, que nos momentos de superioridade, o Porto conseguiu mesmo encostar o adversário as cordas, e a infelicidade de Anderson, a meu ver, foi mais de metade da felicidade do Benfica. Mas fica o mais importante, um excelente jogo de futebol…

sexta-feira, outubro 27, 2006

Sentiste?


Sentiste o mundo a parar?

As gotas da chuva que subitamente já não molhavam, as nuvens que agora já não corriam, a leve brisa do vento que por instantes cessou?

O momento de paz que se prolonga sem destino aparente, o pensamento que se afasta, para bem longe, para a terra do mar e dos luares brilhantes, das folhas secas decalcadas em cada passo teu, do bocadinho de céu deixado para trás pelos anjos em dia de pressa indevida…

Sei porque o sinto. Acabou-se o temor. Só porque algo acontece. Tu. Basta-me, envolve-me, engrandece-me, completa-me. Algures entre a indignação e a virtude…ou apenas entre o sentimento que permanece, imune a intempéries ou inundações mundanas, muito menos esse oceano…

Vejo as árvores de outra maneira, agora têm nome, personalidade, protegem-nos! A vida prega-nos cada partida… O beijo? :) sorrio, apenas. Quero que tudo seja assim… Um beijo, um sorriso, uma gota, um abraço, um sem número de acasos simples que esbocem esse trilho. Que a lua apareça em todas as noites. Que a água continue a correr, lentamente, nos rios. Que a terra, vista da lua, continue a ser azul…

O beijo? Sorrio, apenas…
PS.: este sol radioso…ou o poder do teu sorriso? ;)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Dias...


Há dias…

Aqueles dias em que se acorda ao contrário, virado para os astros do mal, amaldiçoando a chuva na vidraça que há bem pouco tempo nos afagava antes do sono…

Aqueles dias em que procura um rumo, se luta por esse reconhecimento, por essa festinha na alma que nos faça sentir melhor, se procura um sucesso firme, uma etapa verdadeira…

Os dias em que acordar não é mais do cumprir o piloto automático…

Valha-nos um recanto… A luz da lua, outra vez, as sombras de um encanto inesgotável, a beleza de uma alma tão pura que nos parece janela para o céu… Uma sorte que nos faz parecer indignos perante tamanha graciosidade…

Afinal acordei abençoado…afinal a chuva na vidraça mais não era que a antecâmara da tua visita, com o encanto de uma manhã de Outono, mais as folhas secas, o ambiente calmo e acolhedor, o gesto simples e afável, a ternura que só tu sabes oferecer…

“Will you still love me in the morning?”
“Forever and ever, babe…”

domingo, outubro 15, 2006

O talvez e o sacrifício


Tenho um banco no pátio em que me costumo sentar para escrever. Hoje lembrei-me do quanto havia já passado desde a última vez que o usara. Penso que talvez tenha mudado o meu sistema de orientações, de forma a que as divagações existenciais já não mereçam espaço privilegiado por entre as preocupações rotineiras ou os assuntos de amor que tanto enobrecem a alma. A mesma ordem de razões que me impedem de deixar escorrer aquele lado manhoso de temporadas passadas, de trago fácil e cigarrada à descrição, estórias contadas ao sabor de um cálice e de um discurso sentido. Talvez com propriedade possa dizer que me sinto velho. Talvez não esteja talhado para viver entre as preocupações mundanas da sociedade que nos acolhe. Ou talvez apenas não queira aceitar os sacrifícios como vivências quotidianas como toda a gente os vê. Talvez não olhe para o sacrifício como algo curriqueiro, porque na equação simples da vida sempre me habituei a olhar para ele apenas como um meio para atingir um fim. Um fim que mais não represente do que o inicio de uma nova luz, um fim que motive, que nos lembre o que fazemos por aqui, o objecto de uma existência. Um fim que nos orgulhe…e que nos trace um rumo. Dito assim, quase que aposto, ninguém lhe chama sacrifício…

"Temos de renunciar ao mundo para o compreender."
Jean Grenier