segunda-feira, julho 09, 2007

Olha que novidade...

You Are a Chocolate Chip Cookie

Traditional and conservative, most people find you comforting.
You're friendly and easy to get to know. This makes you very popular - without even trying!

quinta-feira, julho 05, 2007

Their war. Our world.



O meu último blockbuster...

Michael Bay é o "sr acção". Spielberg meteu o dedo, marca inexorável de qualidade. E o resultado foi bom, muito bom. Algo de simples, bons contra maus, emoção, espectacularidade (muita, excelente), beleza, humor...

Ou

o cinema no seu estado mais puro. Recomendo.

quarta-feira, julho 04, 2007

domingo, julho 01, 2007

"Eu não sei o que os meus pensamentos pensam"


Deixei-me por momentos descansar no escuro, sem pretensões de maior. Apenas sentir o silêncio, ou a (ilusão de) plenitude que o acompanha.
Não concluí. Será isto o "overthinking"? ou o "too much going on"? Ou apenas uma inabilidade de gestão sentimental?

O porquê nada importa.

A verdade como uma mordaça.

Ou caos da mente vs filosofia do objectivo

"Eu não sei o que os meus pensamentos pensam."

Francis Jammes

sexta-feira, junho 29, 2007

Congratulations

Uma vez um grande amigo disse-me

"Não se pode perder sempre..."

É muito bom ver que ele sempre teve razão...

ou simplesmente

Parabéns, "jurista" :)

Londres here I come! ou então Sebolido, Baixa da Banheira...

You Belong in London

A little old fashioned, and a little modern.
A little traditional, and a little bit punk rock.
A unique soul like you needs a city that offers everything.
No wonder you and London will get along so well.

sábado, junho 23, 2007

Sonhos & blocos de notas


Fechei os olhos e sorri baixinho. Era esta a sensação do triunfo no escuro, bem lá naquele cantinho onde os sonhos nos aparecem sem darmos conta.
Implicava tudo, mais alguma coisa que agora não me lembro. Não me importo de tal, só deixo os pensamentos fluirem por aquele espaço livre sem controlo aparente.

Não faz sentido. Não tem que o fazer. Nada que realmente importe faz sentido.

E nós preocupados, consumidos, envolvidos pelo medo.

Sem agir naquela livre vontade que constitui o âmago da nossa existência. Já parei para pensar. Já me consumi em consistência suficiente para não me emocionar tão facilmente.
Esculpi um pedra, sem o saber. Sem ter tal objectivo. E que continuo a desconhecer, bem lá no fundo.
Resta-me a órbita daqueles cometas que conhecemos mas que não ousamos conseguir acompanhar. A não ser com o olhar. Que ao encontrar aquele rasto verde se anima em esperanças pouco mais que vãs, numa qualquer ilha longínqua, à sombra de coqueiros e meia dúzia de sonhos. Ou simplesmente um sorriso.

Não fiz sentido. Não tenho q o fazer. E isso é simplesmente redentor.



PS.: obrigado pela dica do bloco de notas, amigo. Esta, mesmo sem o saberes, também é para ti.

domingo, junho 17, 2007

Just a thought...


Será a derradeira desilusão do ser humano conhecer-se inteiramente a si próprio?

quinta-feira, junho 14, 2007

Perfeição


Perfeição em cinema será qualquer coisa como isto...

domingo, junho 03, 2007

Simplicidades

"Vencer não é nada, se não se teve muito trabalho; fracassar não é nada se se fez o melhor possível."

Nadia Boulanger

segunda-feira, maio 14, 2007

Grandmother

Ainda há dias dizia que há realidades que nos ultrapassam. Daquelas que nos é impossível combater ou contrariar, que somente deixam escorrer as inevitabilidades do destino. Lidamos com elas, habituamo-nos a recebê-las e damos o nosso melhor em cada dia que passa em busca apenas de um sorriso que permita afagar a alma.

Se há coisa que aprendi foi mesmo o valor de um sorriso. Aquele que via todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites antes de me deitar. Aquela gratidão da alma, genuína como só esta consegue ser, o pequeno gesto, o toque mais singelo quando tudo o resto parece falhar, como uma máquina que aos poucos se desliga sem pedir. Via coragem perante a adversidade, simpatia como último assomo de nobreza de uma vida que se fez grande. Mesmo perante o destino daquelas coisas feias que nos fazem encarar a morte como um mal menor. Mesmo perante aqueles que amamos e que pensáramos não ser possível deixar de nos amar. Mesmo perante as realidades que nos ultrapassam e a cruel impotência que as preenche.

Mas o olhar não mente. Também o aprendi. Quando deixaste de contemplar o mundo pela beleza que ostenta e começaste a senti-lo como derradeira morada. Quando te permitiste a ti própria um descanso do castigo que não merecias. Não te vou censurar…Muito menos por esta data… A coincidência como um logro. Apenas e só uma na sua mais pura plenitude. Admirar-te-ei, sempre…

“vou lá ter, vó…” Talvez um dia…Por agora o teu quarto…fica simplesmente vazio.

PS.: Uma palavra para os amigos: os melhores

quarta-feira, maio 09, 2007

Coisas e isso...


Nunca pensei muito na miserabilidade da vida. Obviamente, porque não a contemplo nem tenho tempo para admirar esse tipo de sofismas. A não ser quando o tempo pára. E apetece empurrá-lo para a frente, qual carrinho de supermecado, atolado de compras desnecessárias. Aqueles momentos da vida em que o nexo das coisas é tudo menos um dado adquirido. Quanto mais, sobra uma confusão de ideias e sentimentos, um monte de fios embrulhados difíceis de alinhar. Procura-se, no fundo, um destino que nos conforme. Porque, tal como há dias me dizia amigo próximo, há quem se contente apenas com um telemóvel novo e um círculo de amigos no tasco após o jantar. A busca pela simplicidade das coisas tem esse inegável preço que passa pela sua complicação, pelo menos para quem se ousa questionar, indagar, permitir a si próprio cinco tostões de reflexão e meio tostão de troco, conclusões baratas, inverosímeis, caminhos tortuosos e tentadores.

Bastaria porventura um chão firme que sustentasse o meu peso. O mesmo chão que em tempos ostentou sucesso. No fundo, uma amálgama de sonhos infundados, confesso, mas com coerência mínima para poder ser levada a sério.
Agora procura-se talento. Uma forma digna de retomar esse trilho de outrora. Torneando vícios entretanto criados, o amargo da desilusão, o peso do insucesso. Ou simplesmente o resultado da mudança, da fraca inteligência emocional, o que importa? Quantas vezes sorri para o céu em busca de redenção...

Afinal quem serei eu? É a pergunta pela qual me bato a cada dia que passa, cada vez mais convencido que nunca serei capaz de lhe responder. Talvez porque a inconveniência da resposta me assuste. Talvez porque tema, por vezes, descobrir. Talvez porque nessa busca incessante de horas e dias e acções e loucuras e simples gestos inocentes nos esqueçamos da nossa interacção com o mundo e tudo o que nos rodeia. Haverá acção mais egocentrista? Creio que não. Mas o defeito da coisa não esconde a sua suprema necessidade. Ironicamente para melhorar a nossa predisposição para o mundo, e consequentemente, a nossa relação com os outros. Ou simplesmente porque antes de conhecer bem os outros tens forçosamente que te conhecer a ti próprio...

Já lá vão seis queimas. Recordo todas, desde o maço de tabaco da Vera até aos videos marados dos quatro fantásticos e as repas gigantes. Desde as bebedeiras e as ressacas na Constituição, às bengaladas do 4.o ano, passando pelas futeboladas e francesinhas do Requinte, cada vez mais uma tradição. Recordo com orgulho e aquela noçãozinha nostálgica de que cada coisa tem mesmo o seu tempo. Porque as coisas só começam realmente a ter piada, tal como diz o Dani, quando o nevoeiro se levanta. E então aí entramos num mundo à parte dos demais. Um mundo que o meu mundo já não contempla. Nem tem, obviamente, que contemplar...


"A vida é a arte de tirar conclusões suficientes a partir de premissas insuficientes."

Samuel Butler

domingo, abril 22, 2007

A coisa mais interessante acerca das coisas que nos rodeiam é perceber que por vezes elas nos ultrapassam. Sem um domínio que se invente.

Apetece espairecer.

Apenas e só deixar correr o mundo como aquele rio que desconheces. Conhecer-te a ti próprio, sim, aos teus mistérios e contradições, e deixar o teu universo fluir por caminhos e ondas nunca antes traçados. Gritar aos sete ventos a tua real identidade, e sentir a brisa bater na cara, a areia queimar nos pés, as palavras ecoarem sem sentido. Apenas abraçar a luz e caminhar com ela, beijar as montanhas e a lua e o sol, o breu que se lhe segue com propósito inusitado, mas viver a plenitude das coisas…com o doce sabor do seu âmago…e a plena (in)consciência…

Que sempre nos ultrapassa…

sexta-feira, abril 06, 2007

Descobertas e coisas

Tem sido tempo de profícuas descobertas e isso. Eis alguns exemplos:
- Descobri que o soro posto a correr mais rapidamente provoca esperneios e alucinações, para além de induzir más influências sobre o velhote/paciente da cadeira ao lado.

- Descobri que o boletim agrário ainda dá bem de manhãzinha, com aquela música de genérico que tão suavemente cai no ouvido e nos deixa atordoados para o resto do dia. Só um programa desta envergadura me permitiu saber que a cabra montesa do nordeste tem as tetas pontiagudas, e o que seria de mim sem essa preciosa informação.

- Descobri também que só se pode saber que ainda dá o boletim agrário as sete da matina através de duas formas: ou por manifesta insuficiência de magnésio no sangue (que entre outras coisas poderá conduzir a extremos actos de loucura como acordar as 7 da manhã para ver televisão) ou por espera desagradável numa sala de espera das urgências, com tv sintonizada na rtp1. Decidi optar pela segunda via.
- Descobri que quando for grande quero ser espartano.

- Descobri o que é ser gozado por termos um manco na nossa equipa, ou melhor, como um benfiquista nos tempos em que Beto era titular. Confesso que desde os tempos de Krajl que já não me lembrava dessa bonita sensação. Agora que temos um primo do Escobar na equipa, provavelmente enviado para cá com 3kg de coca nos intestinos, que é um prazer levar com as piadas sobre “o Renteria joga muito bem”, “o Renteria tem grande talento”, etc etc… Bastava alguém explicar ao rapaz que já devia ter mandado aquela treta cá para fora senão vai continuar a tropeçar na bola.

- Descobri que aqueles placards luminosos todos jeitosos das conservatórias de registo civil e que indicam o nro que vai ser atendido funcionam como decoração e não como instrumento. Ficam mesmo bem ali ao lado dos vasos e dos funcionários com cara de esteios.

- Descobri também que os putos são potencialmente mais perigosos junto de telemóveis luminosos. Aonde? Em conservatórias de registo civil.

- Descobri que o Sócrates não tem nenhum curso superior e chegou a primeiro-ministro. Isso quer dizer que com a minha licenciatura já posso aspirar pelo menos a secretário da assembleia-geral da junta de freguesia.
- Descobri que ser tuga é muito fixe. Naaa, estava a brincar...

- Descobri que na Páscoa as pessoas limpam as casas e isso.

- Descobri que as gastroenterites doem um bocado. Mas que depois passam.

- Descobri que ter moral é muito, mas não tudo.

quarta-feira, março 14, 2007

Para quem me quiser voltar a aturar a falar sobre cinema...


Em "About Schmidt" ressalta desde logo, sempre, em constância supreendente, o talento inato de Jack Nicholson, com subtileza, com excessos, com expressividade ou indiferença, enfim, tudo naquela justa medida que o torna, quanto a mim, um dos melhores actores de sempre. Ou então, como dizia um amigo meu, este homem mesmo que o queira não sabe ser um mau actor...
De resto, um filme interessante, de digestão fácil e momentos de fina comédia, contando com um argumento sólido e aquela mestria que só este senhor nos pode trazer.


Em "Children of Men", por outro lado, ressalvei o trabalho de câmara e a fotografia daquela Londres futurista, negra e profundamente desesperante face aos sentimentos que despertam na humanidade em 2027. Alfonso Cuaron, o realizador, foi curiosamente o produtor de "El Labirinto del Fauno", e pertence à recente armada mexicana que invadiu a edição deste ano dos Óscares. Neste contexto, a Academia também nomeou esta fita para três categorias, fotografia, edição e argumento adaptado. Há história, há reflexão, um Michael Caine em bom estilo e um Clive Owen convincente. Ao contrário do desenlace, infelizmente... De qualquer forma, temos qualidade e pelo menos duas soberbas cenas de acção que vale a pena reter...

terça-feira, março 06, 2007

SNS parte II


Terça-feira de manhã, ligo para o hospital, na esperança de falar com o gastroenterologista que acompanha o processo da minha avó…

“- Hospital!” (mas que bela maneira de atender...)

“- Estou sim, bom dia, estou a ligar por causa da minha avó, ela fez uma gastrostomia há cerca de 2 meses aí no hospital e agora parece ter havido uma complicação, gostaria de saber se é possível falar com o médico que a acompanhou…”

(interrupção brusca)

“- Só um momento, vou passá-lo para alguém das urgências…”

(ouve-se música irritante)

“- Estou sim, serviço de urgência.”

“- Bom dia, é o seguinte, a minha avó teve um problema com a gastrostomia que realizou há pouco tempo, eu gostaria de falar com o gastroenterologista…”

(nova interrupção, esta menos brusca um bocado…)

“- Peço imensa desculpa, a minha colega enganou-se a transferir a chamada, vou passá-lo para o serviço indicado…”

(música irritante)

(após uns bons minutos de espera – eu sei, sou um gajo paciente – ouve-se nitidamente o som de quem levanta o telefone para imediatamente o desligar outra vez)

(mais alguns segundos…)

“- Sim?” (voz familiar)

“- Estou sim, eu gostaria de falar com o gastro…”

(3ª vez que me interrompem)

“- Eu não acredito, peço imensa desculpa, voltaram a transferi-lo para as urgências, só um momento”

(música irritante, paciência a esgotar-se…)

(um minuto depois, finalmente, alguém atende…)

(ruído de fundo…)

“Oh Aaana!....Sim?”

(pela enésima vez, repito a lengalenga, cada vez mais resumida…)

“- Sim, bom dia, eu gostaria de falar com o gastroenterologista que está a seguir a minha avó, houve uma complica…”

“- Como se chama o médico?”

“- Dr. J., não me recordo do sobrenome.”

“- Só um momento…”

(mais alguns segundos daquela fantástica música)

“- Exames especiais, bom dia…”

“- Estou sim, eu gostaria de falar com o gastroenterologista da minha avó, o dr. J.”

“- Dr. quem?”

“- Dr. J.”

“ - Ele não está”

“ - Não está?!”

“- Não, nem hoje nem amanhã…”

(vontade de espancar alguém)

“- Hmm…ok, muito obrigado…”

(fim da chamada)

E já nem falo da linha azul do hospital, essa nem sequer funcionava. Passo a transcrever o que vem na folha de instruções fornecida à família após a cirurgia a que a minha avó foi sujeita: “em caso de complicação contactar imediatamente o médico”. I rest my case…

segunda-feira, março 05, 2007

Il labirinto del fauno


Simples e belo... Como tudo na vida deveria ser...
PS. Uma palavra para ti, bem sabes porquê... :) enjoy it*

sexta-feira, março 02, 2007

Divagações cinematográficas...

Quando falamos de cinema, pelo menos para um aprendiz de apreciador da arte como eu, falamos essencialmente da criação de atmosferas. Só agora tive a oportunidade de ver “Batman Begins”. O DVD andava para aí perdido no meio das revistas, whatever. Mas tenho que admirar o trabalho de Cristopher Nolan. Se realmente o objectivo é a construção de ambientes que nos envolvam, então todo o mérito ao homem que nos havia já surpreendido com a mestria de “Memento” e “Insomnia”. É fantástica a recriação de Gotham City, cinzentona, corrupta, alicerçada nos padrões do crime que mais tarde Bruce Wayne acaba por interiorizar, por meio de um processo de aprendizagem nunca antes visto em Batman, bem mais negro do que a fantasia dos vilões da comic book ou a despropositada feminilidade de Robin, o fiel compincha que aparecerá em aventuras subsequentes. Aqui o verdadeiro companheiro de Bruce é o mordomo Alfred, mostrando aquela sobriedade a toda a prova do grande actor que é Michael Caine. Mesmo a preparação para as seguintes aventuras do herói é extremamente bem feita. E depois aquela frase: “It's not who I am underneath, but what I do that defines me…” Absolutamente rendido.



E já que rebusco a temática, permitam-me uma curta opinião sobre os Óscares 2007. Com toda a sinceridade, gostei que “The Departed” tenha vencido. Não vi ainda “Letters from Iwo Jima” nem “A Rainha”, mas julgando pelo que me sobra, o filme de Scorcese pareceu-me, considerando as limitações do género no que aos gostos da Academia diz respeito (tem sido mais bonito dar o prémio a dramas, claro está), à vontade, o melhor.

Convenhamos, Clint Eastwood não podia ganhar mais um Óscar, já que tem essa pequena mania de tudo o que realiza ter nível para a estatueta, e a biografia da Rainha Isabel II, por muito boa que possa ser também, consagrará essencialmente a grandeza da actuação de Helen Mirren, justamente (pelo que dizem) galardoada com o título de melhor actriz principal. De “Little Miss Sunshine” guardei excelente impressão, pela subtileza com que aborda uma série de temáticas interessantes, sem nunca perder a leveza de uma boa comédia que por momentos nos consegue levar as lágrimas. Mas sendo o típico filme “indie”, dificilmente teria hipótese, até pela excelente consagração que já foi a estatueta de Alan Arkin como melhor secundário ou a nomeação da pequena mas talentosa Abigail Breslin. Quanto à obra de Inarritu, "Babel", junto-me facilmente aos muitos que dizem que este, sem ser um mau filme, tem sido certamente sobrevalorizado. Confesso que adorei o seu precursor na chamada triologia do medo, “21 gramas” (ainda me falta “Amores Perros”), e sendo assim, dificilmente acharia que este poderia alcançar o mesmo nível. Se o retracto das diferentes culturas, das falhas de comunicação ou do chamado efeito borboleta acabam por não estar mal gizados, a película parece caminhar para um desfecho que não existe, para uma hipotética conclusão que não convence ninguém. Uma bala perdida pode conduzir a um incidente internacional em ambiente pós-terrorismo, ok, a relação pais-filhos constitui-se de uma relevância primordial, sim sr, histórias em paralelo com um ponto em comum, óptimo, paisagens deslumbrantes relatando diferentes realidades pelo planeta fora, muito bonito. E o que isto nos traz de novo? Inarritu tem talento, sim, mas não pode fazer um filme como se de um prato novo baseado nos mesmos ingredientes de outras iguarias do passado se tratasse. O segredo não está certamente no que ele mete na panela, mas sim na maneira como o cozinha…



Quanto ao vencedor, bem, consagra finalmente a mestria de um dos melhores realizadores de Hollywood, que provavelmente já mereceria este prémio por realizações anteriores. Em “The Departed”, contudo, há uma intriga fantástica e que permite obter o máximo rendimento de excelentes actores. Não muito mais que isto, sim, mas de extrema qualidade. Nicholson é sublime. Aliás, quanto a mim, uma das grandes injustiças da Academia foi não o ter incluído no lote dos nomeados, bem como a “Blood Diamond”, um filme que consegue realmente arrebatar (a cena do reencontro de Solomon com a família no campo de refugiados é uma pérola, para além da que dá origem à intriga), contando com excelentes interpretações de Djimon Hounsou e de um Di Caprio cada vez mais maduro (como já havia acontecido no filme de Scorcese, começo a render-me…). De resto, da cerimónia em si, o que se esperava, tudo bem repartidinho, sem grandes ondas, com apresentadora a condizer, engraçada mas com moderação, não vá haver depois azia para aqueles lados (volta Jon Stewart, estás perdoado…). A reter a fantástica entrada em cena de Jack Black, Will Ferrell e John C. Reilly. Para o ano há mais.