domingo, outubro 29, 2006

O jogo...


A pedido de algumas famílias, aqui fica a crónica do clássico. Aquele jogo. O jogo...
FCP 3 SLB 2
Com um início de jogo agressivo, a pressionar bem alto e a cortar as iniciativas do adversário bem junto à área benfiquista, o FCP encostou o rival às cordas. Anderson e Quaresma conseguiam ter bola nos pés no último terço de campo e isso constitui, por si só, um risco que normalmente se paga caro. Daí que, já depois de Lucho ter posto à prova Quim e Anderson ter tirado tinta à barra, ambos em lance de bola parada, o golo de Postiga/Lisandro, tenha vindo mesmo a calhar para as ambições portistas. Indiscutivelmente um golo de sorte, mas também uma consequência lógica da sagacidade da entrada portista e, mais do que isso, do excelente momento psicológico que atravessa o avançado, rematador, dinamizador, chatinho para os defesas, para mim o melhor jogador em campo.

O Benfica, por sua vez, tal como disse o engenheiro, falhava claramente no processo defensivo (muito espaço entre linhas, falta de agressividade na luta pela posse de bola, desacerto nas marcações), contudo, desde cedo começou a explorar a brecha que era o lado direito da defesa azul, o lateral Fucile, jogador com grande propensão atacante mas demasiado tenro a defender. Leo só não fez mais porque o pé direito não o permitiu…

Sem tirar o pé do acelerador, o Porto chegou ao 2-0. Momento mágico de Quaresma, a limpar Nelson do lance e depois a “engatar” aquele fantástico remate em arco. O Benfica andou depois a deriva. Os azuis aproveitaram o elan e chegaram-se a ver cruzamentos de letra. Não será excessivo afirmar que cheirou a goleada. Mas surge depois o momento do jogo. Anderson sofre entrada dura de Katsouranis e sai, lesionado. Jesualdo não arrisca e reforça a intermédia com Meireles. 1º erro, Lucho não é jogador para assumir decisões na transição defesa-ataque, e com dois médios defensivos a linha baixa do meio campo portista parece vacilar (como se havia notado contra o Sporting). Notou-se variadas vezes quando o desamparado Fucile tinha que levar com Simão, Leo, as vezes Paulo Jorge. À falta de extremo para ajudar a defender (Lisandro é voluntarioso, mas ocupa ineficazmente os espaços, Quaresma simplesmente não vem), e com Lucho com mais liberdade para atacar, seria um dos médios mais recuados a ter a obrigação de fechar o flanco, o que nunca veio a acontecer durante todo o jogo. O Benfica consegue então equilibrar a contenda, acerta as iniciativas de ataque e esmaga completamente o lado direito portista, graças ao qual cria duas oportunidades de golo, por Kikin e Paulo Jorge. Helton responde com classe.

A segunda parte inicia-se ao mesmo ritmo. Os benfiquistas entram forte, sempre a atacar pela esquerda. Depois uma fase de equilíbrio, mais graças ao voluntarismo de Postiga e ao talento de Quaresma do que propriamente à capacidade de circulação de bola portista, quase nula depois da saída de Anderson. Com a entrada de Nuno Assis e Mantorras, o Benfica assume claramente a superioridade do jogo. Katsouranis aproveita a ingenuidade de Fucile e reduz. Jesualdo demora a reagir e quando faz, fá-lo mal. Tira o único desiquilibrador e faz entrar Tarik, sem ritmo e sem chama. Depois de perda de bola de Cech (era notório que não havia a quem passar a bola em fase da definição do último passe), uma jogada exemplar do contra-ataque benfiquista e o empate, por Nuno Gomes. Justo.

O final de jogo foi emocionante. Havia claramente duas equipas a procurar a vitória. O FCP aproveitou-se talvez do seu maior querer e da sorte do jogo que já havia mostrado ter aquando da marcação do primeiro tento. Ironicamente foi Fucile a lançar. Não já tão ironicamente foi Moraes a marcar. O miúdo foi a melhor (única boa) substituição do professor Jesualdo.
Em suma, o empate parecia-me o resultado mais justo. Mas também há que reconhecer, que nos momentos de superioridade, o Porto conseguiu mesmo encostar o adversário as cordas, e a infelicidade de Anderson, a meu ver, foi mais de metade da felicidade do Benfica. Mas fica o mais importante, um excelente jogo de futebol…

sexta-feira, outubro 27, 2006

Sentiste?


Sentiste o mundo a parar?

As gotas da chuva que subitamente já não molhavam, as nuvens que agora já não corriam, a leve brisa do vento que por instantes cessou?

O momento de paz que se prolonga sem destino aparente, o pensamento que se afasta, para bem longe, para a terra do mar e dos luares brilhantes, das folhas secas decalcadas em cada passo teu, do bocadinho de céu deixado para trás pelos anjos em dia de pressa indevida…

Sei porque o sinto. Acabou-se o temor. Só porque algo acontece. Tu. Basta-me, envolve-me, engrandece-me, completa-me. Algures entre a indignação e a virtude…ou apenas entre o sentimento que permanece, imune a intempéries ou inundações mundanas, muito menos esse oceano…

Vejo as árvores de outra maneira, agora têm nome, personalidade, protegem-nos! A vida prega-nos cada partida… O beijo? :) sorrio, apenas. Quero que tudo seja assim… Um beijo, um sorriso, uma gota, um abraço, um sem número de acasos simples que esbocem esse trilho. Que a lua apareça em todas as noites. Que a água continue a correr, lentamente, nos rios. Que a terra, vista da lua, continue a ser azul…

O beijo? Sorrio, apenas…
PS.: este sol radioso…ou o poder do teu sorriso? ;)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Dias...


Há dias…

Aqueles dias em que se acorda ao contrário, virado para os astros do mal, amaldiçoando a chuva na vidraça que há bem pouco tempo nos afagava antes do sono…

Aqueles dias em que procura um rumo, se luta por esse reconhecimento, por essa festinha na alma que nos faça sentir melhor, se procura um sucesso firme, uma etapa verdadeira…

Os dias em que acordar não é mais do cumprir o piloto automático…

Valha-nos um recanto… A luz da lua, outra vez, as sombras de um encanto inesgotável, a beleza de uma alma tão pura que nos parece janela para o céu… Uma sorte que nos faz parecer indignos perante tamanha graciosidade…

Afinal acordei abençoado…afinal a chuva na vidraça mais não era que a antecâmara da tua visita, com o encanto de uma manhã de Outono, mais as folhas secas, o ambiente calmo e acolhedor, o gesto simples e afável, a ternura que só tu sabes oferecer…

“Will you still love me in the morning?”
“Forever and ever, babe…”

domingo, outubro 15, 2006

O talvez e o sacrifício


Tenho um banco no pátio em que me costumo sentar para escrever. Hoje lembrei-me do quanto havia já passado desde a última vez que o usara. Penso que talvez tenha mudado o meu sistema de orientações, de forma a que as divagações existenciais já não mereçam espaço privilegiado por entre as preocupações rotineiras ou os assuntos de amor que tanto enobrecem a alma. A mesma ordem de razões que me impedem de deixar escorrer aquele lado manhoso de temporadas passadas, de trago fácil e cigarrada à descrição, estórias contadas ao sabor de um cálice e de um discurso sentido. Talvez com propriedade possa dizer que me sinto velho. Talvez não esteja talhado para viver entre as preocupações mundanas da sociedade que nos acolhe. Ou talvez apenas não queira aceitar os sacrifícios como vivências quotidianas como toda a gente os vê. Talvez não olhe para o sacrifício como algo curriqueiro, porque na equação simples da vida sempre me habituei a olhar para ele apenas como um meio para atingir um fim. Um fim que mais não represente do que o inicio de uma nova luz, um fim que motive, que nos lembre o que fazemos por aqui, o objecto de uma existência. Um fim que nos orgulhe…e que nos trace um rumo. Dito assim, quase que aposto, ninguém lhe chama sacrifício…

"Temos de renunciar ao mundo para o compreender."
Jean Grenier

segunda-feira, setembro 25, 2006

O momento...


Já viste estas nuvens? E as montanhas? E as luzes das casinhas perdidas no horizonte?
Eu sei, são bonitas…
Só dizes isso? Como podes ficar tão indiferente?
Conheço tudo isto, moro por cá…
Tens ideia da sorte que te assalta?
Talvez não, desconheço o meu rumo.
E não te preocupas?
Isso ser-me-ia completamente inútil.
Não posso acreditar! Apercebes-te tu da infinidade de coisas que te rodeiam? Dos pormenores que tornam a tua existência algo mais do que aprazível? Da aura que te acompanha para todo o lado para onde vais, como se de um anjo da guarda se tratasse? Acorda, vive, sente…A vida, não fundo, não passa de um momento.

"Pensa no momento. Todo o pensamento que perdura é contradição."

Marcel Schwob

segunda-feira, setembro 18, 2006

Os melhores momentos do amor


"Nos transportes do amor, na conversa com a amada, nos favores que recebes dela, até nos mais extremos, vais mais em busca da felicidade do que à tentação de provar isso de que o teu coração agitado sente uma grande falta, um não-sei-quê de menos do que ele esperava, um desejo de algo, mesmo de muito mais. Os melhores momentos do amor são aqueles de uma tranquila e doce melancolia em que choras e não sabes porquê, e te resignas quase na quietude a um infortúnio que desconheces. Nessa quietude, a tua alma está quase cumulada, e quase sente o gosto da felicidade. Assim como no amor, que é o estado da alma mais rico de prazeres e ilusões, a melhor parte, a via mais correcta para o prazer e para uma sombra de felicidade é a dor."

Giacomo Leopardi, in 'Pensamentos Diversos'

domingo, setembro 10, 2006

Confissões de uma mente perigosa...


Os momentos de reflexão têm destas coisas, a de por vezes nos mostrarem as nossas burrices. Gostava ter começado aqui de outra forma. A sério que sim. Acho que a origem deste quadro de registos merecia outra coisa. Mas tal como não podes fugir dos teus próprios medos, também eu por vezes me sinto incapaz de tornear os meus defeitos. Está claro que nunca irei conseguir ser tão bom como tu. Estás nos píncaros de tudo o que a bondade pode significar. Eu limito-me a seguir os trâmites desta vida que me persegue a cada dia que passa. Tomo as decisões em função do que penso ser correcto. Meço o meu ego, encho-o à custa de calculismos fúteis e sigo a minha vida, esquecendo-me muitas vezes do maior raio de luz que entrou na minha alma desde que o sol voltou a sorrir. Sou egoísta e insensível, e pior do que isto, integro-o como algo aceitável. Oxalá o mundo fosse um lugar mais simples. Podia clamar-se por justiça, como se de uma heroína se tratasse, para repor no coração de quem o merece o carinho que constantemente dá. Mas o mundo não é assim tão simples, nem eu, e por isso tenho medo. Medo do mundo, medo das coisas…no fundo, medo de mim.
09/09/06
algures entre Amarante e Penafiel

terça-feira, setembro 05, 2006

Só mais um post(e)


Enquanto deambulava ontem pelos Correios, não consegui deixar de reparar na vasta colecção de obras literárias que se acomodavam nas estantes. Livros de auto-ajuda, o livro de S. Cipriano em versão resumida, romances de trazer por casa… Dei por mim a pensar nessa coisa estranha que é a motivação pela escrita, ou os momentos de inspiração que a acompanham com indesmentível coerência. É coisa que nasce com a pessoa? É coisa inconstante, que aparece e desaparece sem aviso? Se nasce connosco porque vai embora de vez em quando? E se não é constante, então como sabemos quando a esperar? Enfim...

Vinha isto a propósito desta prolongada ausência de post(e)s. Tinha acabado, pela altura em questão, de cumprir a minha obrigação diária de fazer alguma coisa por mim próprio. Mais do que uma questão de auto-comiseração, faz-me dormir descansado. A sensação do dever cumprido ou a pequena ilusão de que uma simples carta poderá dar um novo rumo à nossa vida…

Adiante. Se há coisa que me acalma são as paisagens do campo da Belavista. Os calorosos cumprimentos do sr. António são já banalidade carinhosa, atestados de incompetência profissional é que não. Reajo firme e sigo em frente com vigor.

Segue-se uma “piscinada” relaxante (eu e os neologismos, que se há-de fazer…). Assim dá gosto misturar trabalho com lazer… De regresso a casa a confirmação de uma constatação há muito conhecida: o calor impede-me de funcionar correctamente. Devia ter nascido com uma etiqueta no pescoço, bem visível, que dissesse “manter a temperaturas abaixo dos 30º, em caso de avaria meter num avião e enviar para as Maldivas, mas com carinho”.

Chegas hoje. Não faz mal. No fundo no fundo, nunca de cá saíste.

PS.: Só mesmo para escrever mais um post(e).

sexta-feira, agosto 11, 2006

O teu dia


Escrevo-te hoje porque é o teu dia.

Porque hoje mereces ser lembrada do quanto tens de bom, do quanto ofereces todos os dias a todos os que te rodeiam, do quanto melhoras este universo desde o dia em que nasceste.

Mas também…

Porque mais do que nunca há um sentimento especial que surge
Como a doçura das manhãs que nos abraçaram
Ou a brisa da enseada que nos afagou
O toque, a caminhada, o intimismo puro

Ou um simples pôr-do-sol por entre as montanhas
Só suplantado pelo meu melhor cenário…
Tu…

Parabéns :)

***

quinta-feira, agosto 03, 2006

Meus lindos olhos



Meus lindos olhos,
qual pequeno Deus
Pois são divinos,
de tão belos os teus.

Quem tos pintou,
com tal condão
Jamais neles sonhou
criar tanta imensidão.

De oiro celeste,
Filhos de uma chama agreste
Astros que o alto céu revestem
E onde a tua história é escrita.

Meus lindos olhos, de lua cheia
Um esquecido do outro,
a brilhar p’rá rua inteira.

Quem não conhece teu triste fado
Não desvenda em teu riso
um chorar tão magoado.

Perdões perdidos
Num murmúrio desolado
Quando o réu morava ao lado
Mais cruel não pode ser.

Este fado que aqui canto
Inspirou-se só em ti
Tu que nasces e renasces
Sempre que algo morre em ti

Quem me dera poder cantar
Horas, dias, tão sem fim
Quando pedes só para mim
Por favor só mais um fado.

Mafalda Arnauth

sexta-feira, julho 28, 2006

Já que estamos numa de cinema...


Permita-me o sr. Jorge Silva, do 7arte.net, colocar aqui a sua crónica ao "Fiel Jardineiro", do genial Fernando Meirelles ("Cidade de Deus"), com a qual concordo em pleno. Não me ocorre a colocação de adendas, a não ser o reforço da qualidade deste filme, que mistura uma das mais belas histórias de amor já vistas com um enredo bem mais que simplesmente razoável, conotado de uma moralidade que nos toca e deixa a pensar. A forma como Meirelles filma o continente africano e a crueldade das suas ruas é brilhante, como o já havia sido nas favelas brasileiras, com esse soberbo extra que são as paisagens quenianas. Apaixonante...
"Porque o amor é aquilo que mais vale a pena e salvar uma pessoa é salvar o mundo inteiro, vale muito a pena ver «O Fiel Jardineiro».
Narrativa que imbrica a história de amor entre Justin (magnífico Ralph Fiennes, de uma contenção à prova de bala) e Tessa (bela e ambígua Rachel Weisz) com a intriga global composta pela promiscuidade entre a indústria farmacêutica e a diplomacia britânica, este é um feliz exemplo do casamento entre a diversão e a reflexão. E há duas coisas particularmente comoventes neste filme. A primeira é a forma como dá a ver as vidas com diferentes preços: África surge como um continente maldito permanentemente colonizado (transformando-se a antiga colonização política numa neo-colonização económica). Uma vida no Quénia vale muito pouco e poucos se importam com isso (eles são tantos que, se não os podemos ajudar a todos, mais vale não ajudarmos nenhum.). A segunda é a maneira como Justin vai acabar por completar o trabalho da sua mulher na ausência dela. É nessa viagem também de auto-descoberta que, vendo as coisas com os próprios olhos, Justin percebe melhor a mulher e acaba por partilhar o seu ponto de vista. É, no fundo, através da reconstituição da vida (algo secreta) dela que ele acaba por sublimar o amor entre os dois.
Trata-se de um importante relato global dos nossos iníquos tempos que se torna particularmente emotivo por não existir fora das convulsões particulares de cada ser humano. Que isto resulte da adaptação de uma obra de John Le Carré por parte de um cineasta brasileiro como Fernando Meirelles é, no mínimo, surpreendente. E que bela banda-sonora de Alberto Iglesias."
Jorge Silva
PS.: Eu já era fan de Rachel Weisz. Agora...
PS parte II: Permite-me o desabafo, já sabes que continuas a ser a minha activista preferida ;)

Charlie e a fábrica de chocolate


Já havia ficado a ideia desde o fantástico Big Fish, mas de Tim Burton, para além das imagens, da criatividade, da banda sonora (Danny Elfman em grande, como sempre), das ideias ou da imaginação, o que realmente salta à vista é aquela extraordinária maneira de contar histórias, como se de um conto da vida se tratasse. Simplesmente excelente.

domingo, julho 16, 2006

All mine


All the stars may shine bright,
All the clouds may be white,
But when you smile,
Oh how I feel so good,
That I can hardly wait
To hold you,
Enfold you,
Never enough,
Render your heart to me.
All mine,
You have to be
From that cloud, number nine,
Danger starts the sharp incline,
And such sad regrets,
Oh as those starry skies,
As they swiftly fall.
Make no mistake,
You shan't escape,
Tethered and tied,
There's nowhere to hide from me.
All mine,
You have to be
So don't resist,
We shall exist
Until the day,
Until the day, I die.
All mine,
You have to be
All mine - Portishead

quarta-feira, julho 12, 2006

Melancolia?


Melancolia?
Perguntava eu a recente amiga de smiles incontáveis e "super poderes".
A resposta saiu indefinida, como que a medo, mas percebi claramente que era um sim. Porque só daquela forma fazia sentido. Porque só assim se justificava aquele bucolismo, aquela tristeza que emanava de bons momentos passados…

Terei acabado o dia de hoje melancólico?

Houve uma manhã de pasmaceira e um início de tarde quente, sufocante, daqueles que empurra o corpo para uma inoportuna inércia. Houve depois conversa com alguém respeitável. De homem para aprendiz de homem, ou de dois simples seres que buscam o âmago da vida como objectivo uno de uma existência. [também eu quero um dia ir ao México ver os templos Aztecas] Aprendi, aprendo sempre. Como absorver verdades que tolhem sob o signo da frieza, como ser realista em mundo de subterfúgios, como ver a vida em ciência…ou simples caminho predestinado.

Pensei que depois fosse ter uma boa notícia. Saiu uma desilusão.

Vieste então tu com encantos de anjo, aquele olhar vivo que me fez apaixonar, uma saia redonda da cor da lua…Um cenário ameno, um jantar de modos simples, o prazer de uma verdadeira companhia…Portishead, um filme ligeiro, não, jamais te trataria como aquele palhaço, aperto-te a mão com mais força, apetecia-me dizer ao mundo o quanto era bom estar ao teu lado, o quanto me parecias bela naquela noite…

[Sabes, hoje coloquei a tua fotografia mais bonita no pass-partout que me deste]

Corro para casa, amargurado por esse peso que me amordaçava, na esperança de que o papel me aconselhasse nessa missão tardia…

Há um animal prostrado à porta de minha casa. O seu olhar, por si só, faz-me cair por terra. Uma cruel impotência que me curva enquanto o arrasto.

Pensei que realmente não era forte. Talvez demasiado sensível. Ou talvez fraco demais por não ser capaz de lhe minorar o sofrimento. E de repente lembro-me da conversa, da desilusão, sobravas tu, linda, mas havia um cão a morrer à minha porta e eu que faço, aquele projecto que não vinga, e agora, um destino ao meu lado que não posso alterar, não será demais?

Não, amiga…desculpa, hoje é mesmo tristeza. Mas amanhã será diferente, quanto mais não seja porque eu acredito que temos um coração de oiro e este mundo foi feito para nos sorrir, eu prometo :)

De outra maneira, como explicavas os anjos?
"A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade."
Suenens

segunda-feira, julho 10, 2006

Os 4 magníficos


Podia começar por dizer que os astros andam ao contrário, que está um calor do camandro ou que o fim do mundo se aproxima. Podia dizer que gosto de camarões grelhados e de correr no parque da cidade ao pôr-do-sol, ou que abomino a FIFA por dar a bola de ouro a um cabeçudo. Mas não. Hoje prefiro destacar 4 super heróis…

Reed Richards tem a capacidade de se esticar de tal forma que parece elástico; Ben Grimm possui força tão brutal que se diz ser como pedra; Sue Storm consegue ficar invisível quando quer e lhe apetece; Johnny Storm tem o poder de colocar o seu corpo em chamas a temperaturas normais… São super poderes que dão a estes tipos a capacidade de serem super heróis, defendendo o mundo dos vilões. E que até dão sempre jeito na cozinha ou mesmo para engatar miúdas.

Mas por muitos poderes ou imagem que possuam, aos Fantastic Four falta o espírito. Faltam as piadas malucas, a cultura do cartoon, as gargalhadas incontroláveis ou a animação constante. Não têm juristas, catahs, estrunfes ou aluadas…Não jantam em casas do século passado, não vêm charretes na baixa da invicta, não tomam café em sítios in, não dançam em espaços exíguos como se não houvesse amanhã e, coitados, sabem lá os desgraçados o que são matraquilhos…
É por isso que sinto pena deles. Porque ser magnífico é tudo isto mas muito mais, é defender os pobres dos bichinhos (os pardais não contam, por favor :P), voar baixinho nas ruas do Porto num super astra, mas também mostrar que as amizades são bonitas por serem assim, simples, como cada um de nós…

quarta-feira, julho 05, 2006

Um dia no centro de saúde

Hoje deu-me uma maluqueira na cabeça e deu-me para ir ao centro de saúde secar 3 horitas. Entre outras actividades de inegável interesse tais como ouvir mp3, coçar o ombro esquerdo ou bater suavemente com a cabeça na parede, dei por mim a deparar nessa fantástica personagem das nossas instituições públicas em geral e centros de saúde em particular, que é a MQMN, ou melhor, a “Mulherzinha Que Mete Nojo”.
Pois bem, para quem não sabe, a MQMN é uma personagem que se move com sagacidade na sala de espera do centro de saúde, utilizando a sua perspicácia para notar, e fazer notar, as agruras (:p) e disfunções (raríssimas, por sinal) do nosso SNS. Mas não satisfeita, a MQMN insiste não só em apenas notar, mas sim em vincar alto e bom som, junto de todos os utentes que a circundam, os motivos da sua tristeza, promovendo um clima de terror único que faz corar o mais corajoso dos indivíduos.
Desta forma, é comum ouvir-se a MQMN exclamar expressões como “Olhe lá, já passou a sua vez, já estão 8 à sua frente” ou “Agora esqueça, já só dá às 5 da tarde, pode ir embora”. Escusado será dizer que o povo exulta com tal poder de observação. A contribuição deste espécime para o bem-estar de uma sala de espera é de valorizar, ultrapassando inclusive em termos de popularidade o PIBTN (Puto Irritante que Berra por Tudo e por Nada) ou mesmo a MINCEPIBTN (Mãe Irritante que Não Consegue Educar o Puto Irritante que Berra por Tudo e por Nada).
Recomendaria portanto desta forma a todos os centros de saúde a prescrição de uma MQMN, para promoção de uma atmosfera agradável entre os utentes na sala de espera, por norma enfadonhos ou simplesmente doentes, e que assim teriam um excelente motivo para sair da monotonia e delirar com as frases filosóficas deste ser.
Se precisarem de MQMN contactem, por cá parecem haver de sobra…

(registo obtido in loco no CS PNF)
[que querem, tinha de passar o tempo de alguma maneira...]

segunda-feira, junho 26, 2006

( foto gentilmente cedida por nexinha)

Era ténue, por aquela hora, a linha do horizonte que surgia ao final do olhar, perdido em imagens de sossego, suaves contradições de um dia que tinha decidido nascer ao contrário. Há baús que existem para não serem abertos, mas cujo simples relance pela fechadura pode causar arrepios na espinha, ao jeito de quem mexe naquela peça de cerâmica com pó de anos, sagrado pela inviolabilidade que ostenta e invoca respeito. Lembrar era dor, desassossego, ramo seco de uma árvore que crescia agora com vigor nunca antes visto.
Afagou a almofada. Momentos há em que a alma nos foge, procuramo-la na dor, na voz, na solidão, no pensamento, mas tudo o que surge é um nada que não se explica, uma razão que tolhe, e sobramos nós… numa fragilidade imensa, uma exposição que empobrece, o fantasma que persegue, a ambição que se perde por um sopro…e o desabafo…porquê ser assim?


[…se há alguém que nos segue com tamanho rasto de beleza]


"Há uma espécie de prazer na lamentação, e maior do que aquilo que se pensa."

Marie Sévigné

domingo, junho 25, 2006

Sejamos preguiçosos :p


“Sejamos preguiçosos em tudo, excepto em beber e amar, excepto em sermos preguiçosos.”

Tropecei nesta frase em revista de inegável qualidade, e registei com agrado a consistente crónica que se lhe seguia. Em sociedade maniqueísta em que o trabalho é elevado à mais suprema condição existencial, o ócio é encarado como inimigo indesejável, hediondo, estranhamente desassociado das coisas boas da vida. Um princípio que tardo a perceber. E com isso um retardamento na colagem ao ritmo da sociedade que por vezes chateia. É estúpido. Tudo faria mais sentido se fosse a sociedade a colar-se a nós...

É domingo. Portugal joga. Alguns pobres desgraçados gastam os últimos trocos na camisola da selecção só para não destoarem da ridícula onda tuga que só aparece nesta altura. Por favor não me saturem de futebol. Eu que tanto aprecio o desporto pelo aquilo que ele é, que representa, pelas fintas, pelos golos, pelo espectáculo que proporciona. Porque pura e simplesmente não quero chegar a casa, depois das emoções daquele grande jogo que mesmo agora acabou, e gramar pela enésima vez as respostas monocórdicas do 3.º guarda-redes ou do treinador-adjunto. Ou os directos das sardinhadas. Ou a entrevista ao primo do sobrinho do defesa-direito. Ou o Cristiano a dar toques com umas meias...tenham dó…

Por falar nisso, viram o golo do Maxi?
Confirmei as expectativas. Uma Suécia que fica por onde tem ficado, uma Alemanha multi-dinâmica (que espectáculo a combinação Klose-Podolski), uma Argentina que me surpreende por não conseguir desmontar mais cedo a teia mexicana, mas que acaba por usufruir também ela do talento de uma das suas muitas estrelas.
Na 3.ª jornada um Brasil algo mais solto, com um pançudo que para mim não jogaria, mas que importa, que marca e põe o povo feliz (mas será que qualquer um outro no seu lugar não marcaria também, se calhar ainda mais golos, com superior entreajuda no jogo de equipa?), uma Itália que ganha força (já só parará nas meias ou até na final), uma República Checa que confirma a falta de Koller…Ah, e um árbitro que mostra 3 amarelos... Isto nem no Rio-de-Moinhos...
Portugal jogou bem uma parte. Muito bem, aliás. Depois (re)demonstrou insegurança defensiva, mas acaba por ganhar. Tal e qual como as grandes equipas o fazem.

De resto, pensa-se… Para quê, alguém me explica?

terça-feira, junho 20, 2006

Vamos lá falar de bola… (se o Marcelo pode, porque não posso eu também?)


Um mundial de futebol é um acontecimento grandioso. Todo o mundo desportivo pára e fazem-se directos anedóticos, toda a gente comenta e toda a gente é portuguesa, porque durante o resto do ano não sabemos que temos uma bandeira verde e vermelha ou vivemos todos nas Antilhas...

Adiante. Por entre os resumos da rtp, os (infelizmente poucos) jogos da sic, ou os pixels do “tvu” tenho conseguido acompanhar razoavelmente os jogos, com principal destaque, claro está, para a nossa selecção e (outros??) teóricos candidatos à vitória final.

Desde logo o jogo de abertura como prenúncio, este teria de ser um bom mundial. O fantástico golo de Lahm, aos cinco minutos de um desafio imprevisivelmente aberto e emocionante, como que a adivinhar aquela que para mim tem sido a marca mais inexorável deste mundial, a surpreendente frequência de grandes golos. Frings, à bomba, ainda antes do final do jogo, confirmá-lo-ia com clareza.

Agora a análise. Concluída que está a 2.ª jornada, permitam-me destacar meia dúzia de pontos (ou equipas, ou jogadores, ou qualquer coisa relacionada). Desde logo essa equipa da casa, em tempos crónica devoradora de mundiais, hoje arrojada aposta de renovação pessoal de Klinsmann, com futebol menos geométrico e mais embelezado, com dinâmica de gente nova mas sem a tradicional frieza e eficácia germânicas. Espectacular Lahm, um jovem defesa-esquerdo (ou será extremo?) de grande acutilância, muito bom também Podolsky ou Schweinsteiger, representando o que de melhor o futebol germânico tem produzido nos últimos anos. Mas o grande trunfo de outrora já não existe. Apesar de o 12.º jogador ser mais valia, já não se pode dizer “são 11 contra 11 e a Alemanha ganha no fim”.

A Inglaterra surge consistente. Sempre duvidei da capacidade desta selecção sem a imprevisibilidade de Rooney, mas como a câmara de O2 parece ter feito um pequeno milagre, parece-me que teremos que contar com estes srs pelo menos ate aos quartos. Não encontro melhor equipa a defender (Terry, Rio, Cole…, ainda por cima tão bem “oleados”), e quem tem Lampard ou Gerrard para a meia distância pode dar-se ao luxo de meter estacas lá na frente que qualquer coisa se arranja sempre…

A Suécia desilude. Ibrahimovic paga o preço da fama e os golos falhados também, a forma sofrida com que arrancou os 4 pontos não me deixa grande esperança para alem dos oitavos.

A Holanda tem bons jogadores. Sempre teve. Mais uma aposta arrojada de um jovem treinador, Van Basten, com um cunho bem marcado de ataque rápido e aposta decisiva no talento dos dois alas, Robben e Van Persie. Mas há um problema chamado meio campo. Cocu, Sneijer ou V.Bommel não são grandes recuperadores e têm excessiva tendência a recuar, deixando demasiado espaço entre linhas. Robben está em grande forma (quiçá o jogador individualmente mais em destaque até agora), V. Persie tem coadjuvado, mas a questão é simples, se a bola não lhes chega não parecem haver alternativas, e Van Nistelrooy assim parece não existir. A Costa do Marfim comprovou-o, abrindo auto-estradas pela zona central e encostando os laranjas à parede na parte final. Espero que os tugas os apanhem nos oitavos, teríamos excelentes hipóteses.

A Argentina…é a Argentina. Sempre adorei a forma de jogar desta selecção, por isso sou suspeito, e só tenho mesmo pena de não poder ter visto todo o jogo contra a Servia. Não nos esqueçamos que os ex-jugoslavos só tinham sofrido um golo na fase de qualificação. O golo de Cambiasso é de antologia, a cueca de Tevez ou o talento de Messi pura magia. E estes ficam no banco. Não nos esqueçamos que a Argentina, ao contrario do Brasil por exemplo (a comparação é inevitável), tem um verdadeiro carrossel, de jogadores quase todos ambientados às exigências do futebol europeu. Se não acusarem a pressão de Maradona’s ou companhia limitada, são, para felicidade minha, fortíssimos candidatos à vitória.

O Brasil tem jogado mal, toda a gente tem visto. Mas tem 6 pontos e a qualificação garantida. E tem Ronaldinho. E tem Adriano. E um Ronaldo pançudo, é verdade (alguém explica ao Parreira que jogar com 10 dá vantagem ao adversário?). Mas tem Kaká, e a andar de mota. E tem um Emerson muito preso…Mas tem um Zé Roberto todo o terreno. E até um Robinho que quando entra mexe com tudo. E mais Roberto, Juninho, Fred, Ricardinho…Enfim, da defesa não falo, parece sempre uma ninharia comparada com o ataque. Da táctica também não vale a pena falar, aquelas alas são avenidas para o adversário atacar, então se os médios centro vêm compensar abrem-se mais umas ruelas ao meio, hajam equipas que o explorem…Mas que importa tudo isto, se basta meio metro de espaço e há golo? O Brasil continua a ser, para mim, por isso mesmo, o principal favorito. Não importa se não é equipa, é “jogadores” e isso basta. A equipa virá porventura com a motivação de um jogo verdadeiramente grande, e se aparecer…

A França não existe. Desde que Coupet fugiu do estágio nos Alpes. E mesmo que existisse, não o merecia. Porque não se pode insistir na 3ª idade e deixar Trezeguet constantemente no banco.

A República Checa prometeu. E muito. Com um Rosicky soberbo, ou um Nedved, Koller, Poborsky, velhos conhecidos numa equipa há muito (bem) construída. O problema é o resto. Não há alternativas credíveis à inegável qualidade destes jogadores e isso paga-se. Espero com atenção para ver o 3º jogo.

O Gana surge como a mais agradável surpresa. Sempre apostei na Costa do Marfim como equipa africana a vingar, mas o tal grupo da morte (que afinal não o era) mais a desilusão Drogba deitaram tudo a perder. O Gana de Essien e Appiah (grandíssimos centro campistas) fez a partida da sua história contra a Rep. Checa, mas não confio muito que o elan permaneça, tanto mais que neste tipo de equipas o talento surge muitas vezes associado à ingenuidade.

À Itália faltará porventura o que Scolari constrói com Portugal, que é o grupo. Todos os anos vejo N de jogadores novos a entrar no grupo (ninguém duvida da sua qualidade, é um facto), mas nada de novo a evoluir. É crónica candidata, sempre, mas não está desta vez tão forte, parece óbvio. Apesar disso, parece-me ser das poucas equipas que poderia surpreender o Brasil. E a partir daí a motivação também seria outra… A ver vamos o que nos reserva esta última jornada com esse interessantíssimo Rep. Checa-Itália.

A Espanha tem mostrado o futebol mais entusiasmante. Contra uma Ucrânia tenrinha saltou-me à vista o sentido posicional e a excelente capacidade de troca de bola do meio campo (quem diria que Senna ficaria tão bem de vermelho). Que Villa é um dos jogadores espanhóis do momento já o sabia, que Torres tem tudo para ser um dos melhores do mundo também já, que esta equipa o consiga demonstrar numa fase final isso já é novidade. Pelo menos desta vez parece mais candidata. A reviravolta contra a Tunísia deu a moral que se precisava e restituiu Raul. E com bom futebol, o que é de louvar.

Para finalizar a nossa selecção. Não esperava grande coisa, confesso, principalmente pela estupidez e teimosia exacerbadas de Scolari, mas é inegável a mais valia do “clube” que o sargentão criou para este tipo de competições. Para além disso as outras equipas do grupo, sejamos honestos, são relativamente fracas quando comparadas com outras que se vêm por aí. Daí que contra Angola a vitória, embora sem brilho, tenha sido perfeitamente normal e não tenha aumentado minimamente o meu entusiasmo.
Mas contra o Irão a história foi diferente. Esta equipa, ao contrário de Zé Calanga e companhia, pode ser realmente chata, e só um Portugal a um bom nível a podia ter ultrapassado.
Reentusiasmei-me. Surpreende-me o óptimo momento de Figo (e que jeito nos dá), a frescura física de Nuno Valente ou Costinha (sim, porque o resto nunca esteve em causa). Junte-se o regresso do dinamismo dos dois toques de Maniche, a acutilância de Miguel ou a magia de Deco (ainda que a meio gás) e temos selecção. Só me assusta a lentidão e falta de entrosamento de Meira (que foi aquilo no lance de Ashemian?) ou as criancices de Cristiano. Se não estiver sempre excitado por mostrar novas fintas à Merche é de facto um dos melhores do mundo, mas parece-me que o golo o tranquilizou. Espero que sim, bem como espero que Pauleta consiga entrar no ritmo, ele que estranhamente parece andar ao contrário do resto da equipa, quando joga bem os companheiros não correspondem, quando a máquina está bem oleada o ciclone nem uma rajada mostra…

Enfim, espero que venha a Holanda. Aí teremos boas hipóteses de cumprir o objectivo de fazer jus ao ranking. Mas desenganem-se, não somos candidatos…

De resto que o bom futebol e os grandes golos permaneçam. Há quem se queixe da falta de surpresas até ao momento, mas vejamos as coisas pelo lado positivo, isto permitirá excelentes emparelhamentos para as eliminatórias. E com isto calo-me, nunca fiz um post tão grande eheh...

Uma palavra para ti…

Procuro desenfreadamente as palavras certas, mas em vão…Sinto que tudo o que possa dizer sobre ti soa a inócuo perante tamanha demonstração de graciosidade. Perdoa-me se me deixo levar, perdoa-me pela inábil subtileza com que deixo escorrer os sentimentos, mas lembra-te que há ensinamentos só possíveis de apreender nestas curvas sinuosas da vida…

As palavras são antigas, mas continuam a fazer todo o sentido. Há ensinamentos que busco a cada dia que passa, e que sem a tua ajuda me seria impossível alcançar. Desculpa-me se complico, desculpa-me se penso, mas lembra-te que aprendo, e com isso vejo o teu sorriso cada vez com mais luz...

[viste como foste capaz de mudar a minha disposição?]

Tens toda a razão…Para saber amar há que aprender a estar sozinho…

PS.: desculpa as imperfeições do desenho, talvez seja eu isto mesmo…Imperfeito mas dedicado :)